[FP] Marvel Hannagan

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[FP] Marvel Hannagan

Mensagem por Marvel Hannagan em Seg Nov 12, 2018 2:56 am

NOME COMPLETO: Marvel Scott Hannagan

PARENTESCO: Hades & Juniper Hannagan Klein

IDADE: 17 anos

PERSONALIDADE: Costuma ser fria e distante dos outros, mesmo tentando ser sociável e educada com todos. Não se expõe emocionalmente para quase ninguém e é muito difícil conquistar sua confiança. Um pouco melancólica, amarga e orgulhosa, perde a cabeça com certa dificuldade, mas quando isso acontece, acaba liberando todas as emoções negativas e fúria acumuladas dentro de si de forma agressiva e pouco racional. Também é muito curiosa e observadora.

APARÊNCIA:
Pele pálida, olhar negro, apático e morto, corpo magro, cabelos castanhos médios e ondulados. Suas vestimentas geralmente não possuem gênero definido e possuem tons contrastantes com sua pele. Não se incomoda de usar cores, mas prefere tonalidades mais frias e obscuras.

HISTÓRIA:
-Olá, poderia falar com Marvel Hannagan? - a voz do outro lado da porta perguntou.

-Eu sou Marvel - estranhei o fato daquela mulher de aparência idosa saber o meu nome - Quem é você?

-Aqui é a advogada do Sr. e Sra. Klein. Tem um minuto pra conversar?

FIquei imóvel ao ouvir aquilo, me lembrando da última vez em que estive com Juniper. Ela havia fitado os seus pais com rancor uma última vez, segurando firme nas mãos de Wally e o colocando dentro do carro, que partiu logo após a porta ser batida violentamente. Pude ver algumas lágrimas caírem dos olhos inchados e tristes de vovô Jordan, enquanto vovô Mike consolava seu parceiro com um abraço de lado. Era uma cena amarga, e por mais que já tivesse passado por cenas parecidas anteriormente, daquela vez parecia definitivo. Senti o meu coração apertar, mas não demonstrei aquilo externamente. Eu era muito orgulhosa para isso.

A verdade era que ela nunca pediu para ser adotada por eles e muito menos ser envolvida com aquela trama divina. Mas Juniper estava; e muito mais do que gostaria. Por algum tempo, ela tentou acreditar naquela versão em que os deuses poderiam ser a solução para o mundo. E mesmo quando decidiu se relacionar com Hades e me gerar, ela ainda tentava se convecer de que aquilo era realmente necessário, que ela estava fazendo um favor aos deuses em prol da humanidade.

Mas desde que William chegara em nosso lar, as coisas começaram a mudar. De certa forma, o desencanto mundano atingiu Juniper, minha suposta mãe. E após o nascimento de Joey e Wally, meus dois meio-irmãos humanos mais novos, foi natural para ela passar a agir estranho comigo. Claramente, eu era um problema para ela e sua família "perfeita". Mas as coisas viriam a piorar. E foi naquele fatídico dia em que a verdade se revelou para mim e meus avôs maternos, quando fui acusada do assassinato de um de meus irmãos. Eu nunca mataria Joey assim sem motivos, por mais irritantes que fossem aqueles pirralhos mimados.

Para minha decepção, eu os vi como família, aquelas pessoas que me tinham simplesmente como um problema. A "mãe" que tive, além de não acreditar em mim, sempre me culpou por tudo de errado em suas vida miserável.  Não era minha culpa que aqueles cães infernais assassinaram meu irmãozinho mais novo. Eu nem ao menos estava presente quando aquilo aconteceu. Eu não mereci o julgamento que tive. Literalmente. Afinal, eles entraram com um processo contra mim após o acidente. Como resultado, o processo foi arquivado e eu fiquei sob a guarda de Mike e Jordan aos 14 anos de idade.

Não me entenda a mal, os dois sempre foram avôs carinhosos e amáveis comigo, só que infelizmente a falta de um laço sanguínio com os dois me fazia achar que eu era menos pertencente àquela família. Ambos semideuses, Michael Scott era filho de Dionísio e Jordan Hannagan era filho de Afrodite. Ele também pertencia há uma longa linhagem de semideuses, sendo um legado distante de Hermes. Seus fios ruivos e encaracolados eram inclusive parta da marca registrada da família e quando eu estava entre meus primos e tios dessa parte da família me sentia muito isolada, como um peixe fora d'água.

Afinal, eles eram todos muito felizes e um tanto animados com a ideia de serem semideuses e lutar pela causa divina. Mas para mim, aquele sangue divino que corria em minhas veias não era um motivo para me vangloriar e sim de frustração, como se eu estivesse amaldiçoada ou algo do tipo. De fato eu não gostava daquele mundo olimpiano, mas também não me sentia confortável entre os humanos normais. Por isso nunca quis ir frequentar o Acampamento Meio-Sangue ou ir para uma escola normal. Na verdade, toda a minha formação acadêmica foi em casa, longe da necessidade de criar amigos.

Só que hoje está sendo um dia estranho para mim. Primeiro, aquela mensagem estrada de meus avôs dizendo que não chegariam para o jantar, afinal eles valorizavam muito os momentos em família. Depois estava sendo forçada a reviver aquelas lembranças doloridas sobre Juniper e o marido idiota dela. Ponderei ignorar a mulher na porta, mas resmunguei mentalmente por ter essa mania de buscar ser educada. Abri a porta após passar alguns minutos em silêncio, vendo que a mulher ainda estava do outro lado me esperando.

-Você é persistente, o que eles querem de mim?

-Isso. - ela entregou um dispositivo eletrônico com leitura biométrica e franzi o cenho - Preciso que esteja presente no tribunal semana que vem, no dia 3 às 10 horas, para a auditoria do processo contra a senhorita pelo acidente que ocorreu com seu irmão mais novo, Joey.

-Eu pensava que isso já tinha sido arquivado por falta de provas. - levei uma mão ao queixo, enquanto segurava o dispositivo em minhas mãos e colocava minha digital no local indicado - Eles querem mesmo destruir a minha vida. - resmunguei baixinho, observando a tela, até perceber algo que me fez duvidar da autencidade daquilo tudo. - Ei, eu já recebi intimações antes. Isso aqui não deveria ter o símbolo e número de registro do tribunal?

Voltei a encarar a mulher, mas para minha supresa e descontentamento, ela havia se transformado em algum tipo de criatura mitológica com asas de morcego e aparência horrenda. Eu deveria ter previsto isso. Como fui inocente àquele ponto? Não tive muito tempo para pensar, já que obviamente a fúria desferiu um golpe contra meu corpo. Desviei do mesmo, dando alguns passos para trás, antes de bater a porta com força e correr em direção da porta da cozinha. Não demorou muito para que o monstro arrombasse a porta.
Peguei uma espada de bronze celestial que tinha exposta na sala e ataquei a barriga da criatura com força, Cortando-a superficialmente. Ela grunhiu de raiva e dor, voltando seus olhos com sede de sangue para mim.

Fiz um movimento diagonal com a espada, de cima para baixo, mas ela desviou o golpe com um de suas asas, que foi rasgada pelo golpe, me acertando meu braço com um novo contragolpe rápido e sagaz. Senti a região arder fortemente e soltei um murmurio abafado e pouco antes que ela pudesse concluir o movimento com o outro braço, as correntes de Jordan prenderam as pernas dela e puxarem-a para longe de mim. Corri na direção dela e ataquei sua garganta com toda a minha força, já que o monstro me acertara no braço direito, perto do ombro, mas eu sou canhota. A fúria não conseguiu emitir som algum antes de se morrer  e se desfazer em pó. Aquela adrenalina que percorria meu corpo naquele instante. Era alucinante, mas revigorante de certo modo. Percebi Mike entrar no local mancando pouco depois disso.

-As outras duas foram atrás de vocês, certo? - indaguei, levando minha mão direita para a ferida no mesmo braço.

-Sim, mas demos conta do recado - Michael respondeu, soltando uma gargalhada dolorida, levando as mãos para a ferida em seu torso - Bem, mais ou menos.

-Acho que estamos ficando muito velhos para isso, meu amor! - Jordan se aproximou do marido com um olhar amável e preocupado. Apesar de serem meus avôs, eles estavam na faixa de 52 anos, já que adotaram Juniper quando tinham 23 e minha mãe tinha 12. - Marvel, você precisa aprender a lutar. É para o seu próprio bem, você tem fugido disso por tempo demais.

-Mas eu tinha tudo sobre... - estava pronta para argumentar, mas fui interrompida por Mike.

-Não, querida. Precisamos que vá para o acampamento. Esse é o seu destino. - ele afirmou.

-É para o seu próprio bem, minha neta. - o outro completou, enquanto me fitava com o olhar que antes nas feridas alheias.

-É que... - cerrei os punhos na espada. Mesmo relutante, suspirei pesadamente, decidindo ceder. - Ok. Vocês tem razão.  - Eu preciso mesmo aprender a me defender, fugir disso para sempre não é uma boa solução. - abri um sorriso sádico - e devo admitir que ver essa fúria se desfazer na minha frente foi muito... - torci os lábios, em busca de um termo adequando e percebi o olhar confuso de meus avôs sobre mim - gratificante, talvez.
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Re: [FP] Marvel Hannagan

Mensagem por Hécate em Seg Nov 12, 2018 10:18 am

Aprovado 12/11/2018
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