[FP] Thomas Houston Koop

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[FP] Thomas Houston Koop

Mensagem por Thomas H. Koop em Sex Nov 09, 2018 10:03 pm

♦️Nome:
 - Thomas Houston Koop.
♦️Idade:
 - 17 anos.
♦️Características Psicológicas:
 - Extrovertido, agitado, espontâneo. Impaciente, impulsivo, arrogante. Desdenhoso, sarcástico, confiante. Leal, honesto, honrado.
♦️Características Físicas:
 - Cabelos castanhos, curtos e lisos, normalmente despenteados. Mede 1,81 de altura e possui peso de 91 kg. Seus músculos são definidos e sua pele é branca, levemente rosada, possuindo uma tatuagem, no antebraço direito, de um triângulo apontado para a mão do rapaz com uma linha horizontal o cortando no baricentro.
♦️História:
Acordei, abri os olhos e, por fim, levantei após sentir o cheiro de café. Caminhando até o banheiro retirei minhas roupas, e em menos de vinte minutos, havia tomado um banho, escovado os dentes, e vestido algumas roupas: Camiseta preta de mangas curtas, calças jeans, e tênis preto.
Caminhei até a escada, desci apenas dois degraus e saltei sobre os seis que faltavam, chegando assim na cozinha. A primeira coisa que olhei não foi a cor escura do café, mas o castanho da íris de minha mãe. Sorri e beijei-a na testa, tendo que inclinar-me um pouco. Ainda em silêncio sentei à mesa e sorvi o café preto que havia preenchido, outrora, minha xícara, e após fiz uma breve refeição.

- Último dia. – Falei, e a olhei fundo nos olhos.
- Essa durou o ano inteiro. Devo cumprimentá-lo senhor. – Respondeu ela, irônica.
- Te vejo mais tarde? – Perguntei, como sempre fazia.
- Claro que sim, rapaz.

E essa foi nossa conversa. Peguei a mochila e a coloquei nas costas. Coloquei um pouco de dinheiro no bolso esquerdo, e minha moeda da sorte no bolso direito. Segundo minha mãe, meu pai havia me deixado ela. “Se ele precisar, vai ajudar.” Foram as palavras dele, e desde então a carrego. Talvez para proteção, ou por apenas gostar da energia que ela passa. Contudo, na verdade, a frase correta era: “Quando ele precisar, vai ajudar.”
O trajeto até a escola foi o mesmo de sempre. Passando em frente à padaria, dobrando na rua da farmácia e seguindo reto após o supermercado. Exatos sete minutos haviam se passado até atravessar o portão de ferro da escola, e ouvir algumas vozes conhecidas.
Atravessar o pátio, subir as escadas, abrir a porta de madeira, colocar o material em cima da classe. Puxar a cadeira, sentar, abrir a mochila, pegar os cadernos e estojo. Conversar com alguns colegas, esperar o professor chegar. Aula começa.
Sempre foi assim, e sempre pensei que seria.  Aquele dia foi diferente. Foi o dia que, quando ao sair da escola, não me deparei com minha mãe. Não vi seu sorriso ali comigo, ao voltar do trabalho. Coincidentemente foi o dia que minha vida mudou, o dia que tudo se tornou sombrio, e divertido.
O que, naquela tarde, me chamou atenção, foi uma mulher. Não por ser bonita, ou por usar algo estranho, mas por seu jeito. Seu olhar era profundo e vazio, mas ao mesmo tempo parecia me sugar ali para dentro. Seu cabelo cor de palha era comprido, mas preso num coque e seu sorriso era amarelo e sarcástico.
A vi aproximar-se e instintivamente me afastei um pouco. Coloquei minhas mãos nos bolsos e tateei por minha moeda. Não sabia ao certo o porquê daquela ação, mas apenas o fiz. Me olhou de cima a baixo, e isso me assustou...um pouco.

- Thomas? – Perguntou, com uma voz mais rouca do que a normal.
- Sim... – Respondi, com um olhar confuso.
- Preciso que me acompanhe agora, por favor.

A olhei e então sorri. O medo havia passado, e a adrenalina surgido. Nada de mal iria acontecer, era só uma senhora talvez uma parente, ou algo do tipo. Não era impulsividade, apenas curiosidade e uma tendência a seguir desafios. A segui através de algumas ruas e avenidas, até chegarmos num beco, sendo que eu ficara contra a parede que o limitava, e ela com as costas para a rua.

- Sabe, não foi difícil te trazer pra cá. Fica parecendo até bobo. – Falou ela, sorrindo.
- Se você quer ajuda pra alguma coisa é só pedir, só não precisa ser babaca. – E comecei a virar a avançar em sua direção, mais especificamente em direção a saída do beco.

Até hoje me arrependo de ter dito aquilo. Quando uma névoa começou a se dissipar de seu corpo, e ele começar a mudar, tudo foi despedaçado. Seus olhos eram brilhantes, mas seu corpo tinha uma aura rubra. Sua pele era apenas uma camada de couro e escamas negras. Seus dedos viraram garras, e suas pernas, pés disformes. De suas costas saíam duas asas de couro, negras. Tudo aquilo foi em menos de um segundo, mas o que mais me assustou, foi o movimento seguinte.
Rápida demais para tentar ser superada por minha percepção, a “morcega” voara em minha direção. Não tive reação quando suas garras atingiram meu peito e eu fui arremessado para trás. Parte da camiseta fora rasgada e um pouco de sangue escorria.
Olhei para baixo e vi minha moeda cair do bolso porém  ao tomá-la nas mãos, algo incrível aconteceu. Ela começou a se deformar e em poucos segundos me vi segurando uma espada, curta e de lâmina vermelha, com faixas negras enroladas em seu cabo. Sorri ao ver aquilo e até ri por alguns segundos.

- Mas que mer... – disse, confuso.
- Uma espadinha não vai te salvar, sem treinamento algum. – Falou e avançou novamente.

Tudo o que fiz naquele instante fora simplesmente automático. Ela avançava voando, e aproveitando o resto de adrenalina que ainda tinha, executei alguns movimentos. No instante exato da colisão, saltei para o lado e girei o corpo, descrevendo um golpe em forma de arco nas costas do monstro. Vi seu corpo ser transformado em areia, e lentamente minha espada começar a se dissolver da mesma maneira.

- É...Era apenas uma vez. – Pensei alto. – Pera, eu MATEI ELA? -

Uma buzina ao fundo. Um carro preto, o da minha mãe. Ao seu lado um senhor, de barba e cabelo castanhos. Apenas entrei, após alguns segundos encarando os dois montes de areia, e fui guiado para o melhor lugar da minha vida. É, melhor lugar da vida talvez seja específico demais porque afinal todo dia é uma confusão diferente, mas acho que “lugar mais confortável” ou “lugar em que realmente posso ser quem eu sou” seja mais adequado, e olhando através da janela, mirando a paisagem. Meu nome é Thomas e essa foi minha história.
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Re: [FP] Thomas Houston Koop

Mensagem por Hécate em Sex Nov 09, 2018 10:10 pm

Aprovado 09/11/2018
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