[DIY Atemporal] - Somente o quadrúpede

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[DIY Atemporal] - Somente o quadrúpede

Mensagem por Arthurus R. P. Aeternus em Seg Dez 24, 2018 12:31 pm








somente o quadrúpede


E
stava com frio e isso somente comprovava o quanto aquela criança estava fraca. Filha do cosmo, aquela criança nasceu para ser um deus entre os semideuses, mas por consequência de escolhas tomadas, se via privada de seus poderes e fadadas aos acontecimentos do destino mortal.

Mas nisso, Érebus viu possibilidades. Ora, ele estava acima dos Olimpianos em poder e, claro, não estaria sujeito às vontades destes; seria fácil quebrar o encanto posto sobre seu filho. Mas, como eu disse, o Senhor do Espaço viu nisso uma possibilidade.

Maquinou durante alguns meses até que decidiu levar seu filho, Arthurus, ao encontro de um velho conhecido - que sumiu dos olhos dos deuses, mas jamais dos olhos da Escuridão. Quíron. Estava escondido em censurado, para que não censurado e, embora distante dos olhos divinos, Érebus sabia exatamente o que fazer para que aceitasse seu filho e o treinasse até o momento oportuno. Trajado de um terno suave em cor negra e uma gravata em vermelho vinho, o primordial apareceu diante de Quíron, que estava vestido de uma armadura completa para centauros em cor prateada, enquanto a espada que portava era em cor prata e fio vermelho. Érebus iria barganhar.

E assim foi feito.

Desconhecidos os termos do acordo, Quíron aceitou e curvou sua cabeça para o Príncipe da Escuridão, Arthurus, acolhendo-o numa fria noite de inverno. Coberto com uma toalha macia, foi entregue nas mãos do quadrúpede e, como se nunca estivesse estado ali, o Senhor do Vácuo desapareceu e tudo que restou foi a solidão. Quíron novamente estava sozinho, embora agora com uma terrível criança de cinco anos que tinha a pior personalidade de todas, pelo que Érebus havia lhe contado com um doce sorriso no rosto.

O quadrúpede sabia por onde começar: iria mudar a cabeça daquela criança inconsequente e lhe mostrar o que é a vida de um semideus.

Quebra de tempo de dois meses.
Arthurus estava com Quíron, em censurado.
Ciente das circunstâncias, o centauro apresentaria o mundo para o filho da Escuridão.

A ordem do centauro era simples: derrotar um javali-monstro que estava rondando a floresta. Arthurus tinha apenas cinco anos, mas o filho de Cronos desejava que, mesmo em tão juvenil época, o semideus treinasse. Era o destino das proles dos deuses a perseguição e Arthurus não estava livre desta sina. Pelo contrário, estava ainda mais condenado e um simplório treino não lhe seria prejudicial.

Armado com uma adaga simples de ouro imperial e cota de malha protegendo seu corpo, Arthurus foi à aventura. Claro, qualquer semideus adolescente conseguiria vencer um javali-monstro, mas devo lhe lembrar, caro leitor, de que o personagem principal desta história, nesta época que vos conto, possuía apenas cinco aninhos. Era, aos olhos dos deuses, um recém-nascido, mas aos olhos de Quíron, era uma criatura apta a se tornar uma ameaça aos divinos - sua glória ou sua ruína.

Os sentidos aguçados e os olhos atentos, fizeram com que o garoto se sentisse bem ante a escuridão da noite. Naturalmente, Quíron o observava de longe, mas jurou a si mesmo jamais interferir quando não fosse absolutamente necessário e, claro, essa não era a situação. E estes mesmos sentidos, que citei acima, fizeram com que Arthurus seguisse os rastros da criatura sem sequer pestanejar.

Era como se soubesse exatamente onde ela se escondia nas trevas. Claro, não sabia realmente. Seus poderes estavam inutilizáveis e tudo o que possuía era a aptidão natural, isto é, uma proeminência natural de se guiar na escuridão, algo que mesmo os deuses, sequer seu pai, poderia inibir.

Arthurus com ou sem poderes ainda era prole da Escuridão e sempre seria.

E, a poucos passos da criatura, fora ela quem o sentiu primeiro e veio a seu encontro. O javali-monstro tinha um metro e meio de comprimento e dois metros de altura. Sua boca salivava e seus dentes proeminentes pareciam o de um minotauro. Pelugem escura e olhos vermelhos, a criatura parecia ter vindo diretamente do submundo para o encontro da Prole do Vácuo.

Arthurus quase correu de medo. Quase. Estava preparado para iniciar sua corrida pela vida, quando escutou em sua cabeça a suave voz de seu pai, o encorajando. - Desistir? Desde quando Arthurus von Faustenberg recua? - E, mesmo com tenros cinco anos, o orgulho se tornou suicida para aquela criança.

Não correria. Morreria, mas jamais poria seus pés para trás.

E assim, sem pensar nas consequências, correu.

Mas correu contra o javali.

Surpreendida pela ousadia, a criatura bufou em ódio e avançou com a massa de músculos que chamava de corpo. Felizmente para Arthurus, o corpo gigante, que outrora seria um trunfo, naquelas circunstâncias não passava de empecilho. O semideus era pequeno e o javali imenso. Imenso e lento. Não foi difícil para a ágil criança desviar dos dentes pontudos do javali e, escorregando, passar por debaixo dele. E num só golpe a adaga de ouro imperial penetrou na criatura e num explodir dourado - puff - tudo o que restou foi pó.


Em toda a história do divino, não haverá deus, semideus ou humano que subjugará os desígnios daquele que desafia Ananke. Que as correntes do Tártaro se rompam, que as florestas sobre Gaia definhem, que o fogo do Olimpo cesse, que os céus caiam das mãos de Atlas. Que o mundo arda em chamas, pois o terror haverá de vir. Sequer Apolo poderá prever, pois mesmo o Sol jamais saberá o que o universo definiu desde seu primórdio a acontecer.

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Re: [DIY Atemporal] - Somente o quadrúpede

Mensagem por Macária em Sab Dez 29, 2018 9:35 pm

Avaliação


Arthurus, nada tenho a criticar sua narração, mas tenho na questão de noção. Não é plausível, nem mesmo para um filho de Érebo, uma criança de 5 anos lutar conta um javali monstro de 2m de altura. Sabemos que a criança é teoricamente mais ágil, mas temos que levar em conta todo o ambiente. Ela poderia tropeçar em uma pedra, numa raíz; e o psicológico de uma criança de 5 anos não permite que ela mate algo... Nem mesmo se essa criança for filho de um deus primordial. Não devemos pensar que o sangue divino é sempre superior ao mortal, você é SEMI-deus, por tanto está sujeito também a passar por processos humanos.
Outro ponto é: apenas um parágrafo que mal narra a luta que a criança teve. A luta foi tão resumida que pareceu a coisa mais fácil do mundo, quando não é.
~Recompensas:
Exp: 80
Dracmas: 600
Notas: A (Narração Excelente)


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