[Natal/2018] O filho da Noite

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[Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Ananke em Dom Dez 23, 2018 2:43 am



Glass Globe

You only live once, so enjoy it as much as possible

Post Inicial do Evento:

Anoiteceu no Acampamento Meio-Sangue e embora o caos prevalecesse na mente dos campistas, novos e antigos, uma hora o corpo cedeu e precisaram se retirar para descansar. Apenas algumas horas antes os semideuses dessa era haviam recebido visitantes inesperados vindos de outro tempo, mais inesperadamente ainda os semideuses antigos se viam em mundo totalmente diferente do que conheceram. No entanto, em algum momento, os novos campistas tiveram de guardar suas suspeitas, era isso ou deixar semideuses perdidos na rua. Então os novos-antigos campistas foram alocados nos chalés de seus progenitores, grande parte do mistério sobre sua precedência acabou aí, mas não a desconfiança, seus meio-irmãos do futuro mantiveram um olho neles o tempo todo, enquanto os semideuses antigos se viam na inevitável situação de terem que dormirem separados no meio de estranhos. Duas mortes naquele dia e uma surpresa nada agradável, mas estava longe de acabar...
Quando os campistas se recolheram para seus chalés notaram um antigo objeto em suas camas/cômodas/estantes, um globo de vidro com uma base pesada que o sustentava para não sair rolando. O objeto fazia um contraste estranho com o ambiente ultramoderno, mas os semideuses pensaram que alguém tinha deixado ali como um presente, embora antiquado. Dentro do tal globo havia uma antiga cidade de séculos atrás, os semideuses mais antigos reconheceriam aquilo como NY, tal como conheciam. Os semideuses novos acharam graça do objeto, ao chacoalharem-o uma leve nevasca se espalhava pela cidade em miniatura, até então nunca tinham visto um globo de neve.

O filho da noite retornou para o chalé após uma patrulha, agora deveria ser próximo da meia-noite, era quase natal, jamais imaginaria eventos tão sinistros para uma única véspera. Com o avançar das horas o semideus dormiu, sabendo que outros tinham tomado seu lugar na pequena patrulha no Acampamento, para garantir aos demais sonos tranquilos, porém naquela noite ninguém teria bons sonhos.
Então acordou de repente, com aquela estranha sensação que estava caindo, após o segundo de susto notou que ainda estava em sua cama, no chalé de Nyx. Uma luz fluorescente chamava atenção, era do local exato em que tinham deixado o globo de neve para poder dormir e aquilo o acalmou por um momento, seus olhos se fecharam mais uma vez pelo sono. Como um sussurro, uma voz chamou Convidado... E meio sonolento viu o globo de neve deslizar para a beirada e cair, o vidro se estilhaçou no chão e o som retumbou pelo tempo e espaço, para locais que nem imaginaria que um som poderia ser levado.

✼ •• ┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈ •• ✼

Quando sair do chalé vai notar que todas as luzes estão apagadas e não vai avistar ninguém. Por todo lugar vai avistar lápides brancas com escritos, espalhadas pelo Acampamento e seu chalé estará no centro da maior concentração destas. Pode chamar sua atenção uma única luz bruxuleante meio alaranjada à mais ou menos 300 metros de onde está, se dirigir para esse local vai começar a ouvir sons macabros, coisas quebrando, madeira rangendo e pode encontrar alguns morcegos que passarão muito perto de você.

✼ •• ┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈ •• ✼

Informações:

Início: Dia 25/12 (tem até as 23:59 do dia 26 para postar, essa rodada será mais longa por causa do feriado)
Formato: Missão Narrada individual
Narração d20: Sim
Armas permitidas: Todos podem ter duas armas de um material normal (bronze celestial, prata divino ou ouro imperial), não possuem nenhuma habilidade ou poder especial, depois do evento podem ficar com essas armas.

*. Escolha agora suas armas.
**. Os poderes de Nyx é um dos que estamos finalizando essa semana, vou procurar deixar aqui antes do natal o poder de nível 1 para poder usar, mas nesse primeiro post não fara diferença.


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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Cole Williams em Qua Dez 26, 2018 11:11 pm




nightmare




When the monsters are loud they're really quite delightful – it's the silent ones that kill you. Those silent little demons and their silent little ways...
A lua já estava alta no céu quando a prole da Noite regressou ao chalé. Ela se sentou na borda da cama que tomara como sua e tirou os sapatos, colocando-os com um cuidado milimétrico ao lado do leito. Um pequeno espetar em sua perna fez com que travasse seus movimentos, esquecendo por um instante que ainda carregava o facão da patrulha, mas ao que sua mão roçou na guarda da arma deixou o corpo relaxar.

A respiração arranhou a garganta em um suspiro baixo enquanto desatava o objeto da calça e levava-o à altura dos olhos. Sua lâmina de bronze celestial emitia uma luz leve na escuridão – poderia ser uma bela vela, se iluminasse mais do que a face daquele que a segurava. Cole viu pelo reflexo do metal polido as olheiras estampando seu rosto. A despeito delas, não sentia qualquer sono. Mais um suspiro baixo e exasperado escapou de seus lábios. Como seus meio-irmãos conseguiam dormir? Jogou-se na cama, a faca ainda estendida diante do rosto, e cravou as unhas no colchão. Pelo menos não via mais o vermelho quando fechava os olhos.

Não saberia dizer quanto tempo ficou assim, parado, encarando a porta do chalé pelo reflexo do bronze, mas em algum momento o cansaço também o alcançou.

Estava preso em uma torre. Não havia entradas ou saídas – apenas uma gigantesca escada em espiral que se estendia por toda eternidade. A escuridão profunda era quebrada pelo lampejo dos raios infiltrando-se pelas janelas, enquanto o silêncio era morto pela água espancando o vidro. Um cheiro sufocante de fumaça subia pelo túnel vertical. “Fogo”, a palavra surgiu na mente de Cole junto a uma onda exagerada de pânico. Estava preso naquele lugar e ele começava a pegar fogo. O rapaz colou a cara na janela mais próxima, sentindo vertigem ao olhar para baixo e não ver o chão. O que conseguiu enxergar foram chamas vermelhas explodindo as vidraças mais baixas e lambendo o ar tempestuoso como homens num oásis.

Ele disparou escadaria acima, o coração espancando o peito, mas o calor cada vez mais intenso aproximava-se. Com o estrondo ensurdecedor de um trovão, a janela ao seu lado explodiu. Cole levantou o braço para proteger o rosto e gritou quando os cacos de vidro furaram sua pele. Cambaleou para trás, engasgando ao sentir seu pé escorregar para o vazio do centro da escada, e jogou o corpo para frente numa tentativa de recuperar o equilíbrio.

Inútil.

O ar escapou de seus pulmões em um grito desesperado. Estava caindo – sentia a fornalha infernal pronta para abraçá-lo.  Ele chacoalhou os braços numa busca vã por alguma coisa na qual pudesse se agarrar. Sentiu o calor ser substituído pela sensação fria de metal colado em sua face. O impacto não veio.

Tudo estava completamente escuro – nada de raios, nada de fogo... Cole ficou um segundo assim, parado e confuso, seu peito subindo e descendo como se tivesse acabado de correr uma maratona, até perceber o detalhe crucial: precisava abrir os olhos.

O jovem piscou algumas vezes e apalpou o rosto. Sentiu a faca sobre ele, seus dedos envolvendo o cabo de couro e tirando-a dali. Ainda estava no chalé de Nyx, mas Cole sentia certa estranheza, como se algo não devesse estar ali.

Não demorou muito para perceber a fonte de sua consternação: uma luz sinistra emanava da “peça decorativa” que alguém decidira colocar no chalé – um globo de neve saído do século passado. Olhar para ela trouxe uma súbita sensação de paz ao semideus. Pareciam obrigar os olhos de Cole a se fecharem, entregando-o mais uma vez para as garras do sono, mas o garoto resistiu e forçou as pálpebras a se descolarem mais uma vez.

Qualquer coisa que tentava tirar sua consciência era perigosa. Sentindo como se sacos de areia prendessem-no ao chão, o rapaz começou a se erguer para se livrar do estranho globo. Antes que conseguisse chegar até ele, no entanto, uma voz sussurrada chamou: “Cole Williams”.

O semideus congelou, apertando a faca, e assistiu enquanto a orbe libertava-se de sua base e rolava para o chão. Deu um passo involuntário para trás quando os cacos voaram pelo piso. O som daquilo foi estranho, perturbador, o que apenas apoiou sua teoria de que o globo de neve era bem mais perigoso do que aparentava ser.

O jovem esfregou os olhos com força e escrutinou o resto do lugar. Todos pareciam ainda estar dormindo. Mordeu a unha do polegar. Com uma última olhadela para os destroços da decoração, pegou “emprestada” uma foice que outro campista trouxera para dentro do chalé e escondeu mais uma vez a faca em suas vestes. Precisava sair dali, e rápido.

Ele empurrou a porta com cuidado. Duvidava que algum de seus meio-irmãos fosse acordar com o barulho, mas temia chamar a atenção de alguém do lado de fora. Enfiou a pequena foice dourada sob seu casaco e cruzou os braços na frente do corpo, escondendo o fato de que ainda segurava seu cabo.

Não havia ninguém mais a vista, nem mesmo a patrulha que deveria vigiar o acampamento. Ou ninguém vivo, pelo menos: inúmeras lápides pálidas como a própria morte espalhavam-se pelo terreno. Pareciam convergir para o chalé de Nyx, criando um verdadeiro cemitério ao redor do rapaz.

Ele se aproximou delas e tentou ler as inscrições feitas na pedra.  Descobriu a foice para usar sua fraca luz natural como “lanterna”. Ainda assim aquela era uma tarefa difícil: a escuridão reinava quase absoluta, exceto por uma estranha luminescência laranja que bruxuleava a algumas centenas de metros dali.

Após examinar os escritos Cole voltou sua atenção para a luz antinatural. Ela praticamente gritava “perigo, não venha aqui!”, mas também era a mais promissora fonte de informações. O semideus viu-se dando alguns passos cautelosos em sua direção, sua mão esmagando o cabo da pequena foice, até que ouviu o som de vidro se estilhaçando e deu um pulo para o lado.

— Nada... — murmurou sozinho, seus olhos viajando de um lado para o outro em busca da origem da perturbação.

Aos poucos a cacofonia foi aumentando: mais coisas quebrando, tábuas rangendo... Isso sem contar com os morcegos. O guinchar de uma das criaturas noturnas quase fez com que ela fosse partida em duas quando deu um rasante perto de Cole. A sorte da pequena foi que o rapaz recuou ao perceber se tratar de nada mais que um animal.




Armas escolhidas:
- Faca: Uma faca feita de bronze celestial com cabo revestido em couro. Possui uma pequena guarda – apenas o bastante para a mão não escorregar para a lâmina durante o combate. Tem corte em apenas um dos lados, o outro sendo serrilhado.

- Foice curta: Uma foice feita de bronze celestial. Sua lâmina tem a forma de um "C" e possui corte apenas na parte interna. O cabo é revestido em couro.

Ps.: Eu citei o brilho porque segundo os livros da saga essa é uma característica própria do material bronze celestial, mas se isso for considerado uma habilidade é só falar que eu dou um edit maroto e tiro q
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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Ananke em Qui Dez 27, 2018 6:13 pm



A Escuridão
Os olhos do filho da Noite se adaptaram rapidamente quando saiu do chalé, era uma das coisas estranhas que tinha notado após a chegada dos antigos semideuses. Uma espécie de energia renovada pulsava em seu corpo, lhe permitindo coisas que nunca imaginou. Descobria agora que enxergava naturalmente no escuro.
Quando se inclinou para ler as descrições nas lápides viu muitos nomes desconhecidos, no entanto, alguns lhe chamou atenção, principalmente os dos mortos daquele dia Cole e Sophie, o que era estranho, pois semideuses não eram enterrados e ainda não haviam montando a pira para eles. Em sua inspeção encontrou muito mais nomes familiares, porém esses o deixou apenas mais confuso, pertencia à semideuses que ainda estavam vivos, até onde sabia.
A luz bruxuleante fracamente pulsava o esperando, quando começou a segui-la esta começou a se afastar, indo em direção a uma parte que muitos semideuses desconheciam da praia, um lugar não afetado pelas eras. Uma risada sedutora ficava mais alta conforme continuava a seguir a luz, algo pareceu estranho para o semideus, talvez como o fato da luz nunca deixar de se mover, atraindo-o para algum lugar. Tinha que tomar uma decisão, seguiria a luz ou permaneceria no Acampamento entre as lápides.

Instruções:
Você ainda não chegou próximo à luz. Devem jogar 1d20 para Vontade + um dado para o caminho escolhido abaixo, ao total sendo dois dados e o segundo sendo o do caminho.

Há algumas estradas possíveis:
1. Para a frente: Continua até a luz que vai levar para a praia (as lápides irão desaparecer, mas vai encontrar corpos em putrefação); nesse caso deve jogar 1d20 para Carisma.
2. Para trás: Volta para a área do Acampamento; nesse caso deve jogar 1d20 para Resistência.

Poste escolhendo um caminho e inicie a interação com esse.
Role os dados AQUI e poste o link no próximo post.

*Rodada encerra amanhã às 15h*


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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Cole Williams em Sex Dez 28, 2018 1:08 pm




nightmare




When the monsters are loud they're really quite delightful – it's the silent ones that kill you. Those silent little demons and their silent little ways...
“Um sonho” – a ideia passou pela cabeça de Cole enquanto deslizava a ponta dos dedos pela pedra fria de uma lápide. O sono inquebrável dos irmãos, as tumbas para os vivos, as luzes misteriosas... Tudo era surreal demais, só as loucuras de uma mente adormecida poderiam explicar a estranheza daquela noite.  Mas apesar dessa certeza racional, o semideus ainda sentia seu estômago se contorcer a cada nome familiar encontrado nos entalhes. Temia estar acordado. Temia que o próximo fosse o seu.

O medo, no entanto, não superava a curiosidade mórbida que o fez manter os olhos nas escrituras enquanto rumava para a luz laranja. Logo percebeu não precisar do bronze celestial para enxergar – as letras imersas na escuridão da noite pareciam claras como o dia.  Ele soltou uma risada fraca, nasalada, absorvendo a ironia do fato enquanto deixava a foice escorregar outra vez para seu casaco.

Mal percebeu que a luz seguia para fora da área dos chalés, imerso como estava em seus próprios pensamentos, e quando suas meias afundaram na areia fofa da praia ele travou cada músculo do corpo. “Imprudente”, pensou consigo mesmo. Recuou um passo e olhou para o ponto laranja na praia – ainda estava quase tão longe quanto no começo da caminhada. Uma ruga enviesou-se em sua testa. Aquela coisa tentava guiá-lo para algum lugar.

Como que para debochar da descoberta tardia do rapaz, um riso soou pela costa. O som era suave, atraente, quase como o canto de uma sereia aguardando o destino trágico de um marinheiro. A voz incorpórea parecia enlaçar todos os sentidos de Cole e focá-los em um único objetivo: dar mais um passo para frente, se aproximar da luz perturbadora e descobrir seus mistérios. O filho de Nyx se lembrou da estranha compulsão que o globo de neve exercera sobre ele mais cedo.

Ficou assim, parado, seus olhos pregados no bruxulear laranja. Agora que pensava, aquele riso já o acompanhava fazia algum tempo – ele só estava ficando mais alto. Williams respirou fundo. Deu a mais breve olhadela para traz e então avançou um passo. E outro. E mais outro. A brisa marinha jogou o cheiro fétido de morte em suas narinas: ao invés de túmulos, corpos flácidos em vários estágios de decomposição apareciam pela areia. A cria da noite engoliu a náusea que sentiu subir pela garganta e baixou seus olhos para eles. Tentou como pôde ignorar a possibilidade de encontrar um rosto familiar, mas o pavor ainda dançava nos recantos de sua mente. Para sua sorte tinha mais coisas com o que preenchê-la: cada sentido de seu corpo estava em alerta. A luz no canto de sua visão, o som das ondas engolfando o riso, cada mínimo espaço em que seus pés pairavam antes de pisar... Podia estar seguindo a risada encantada, mas o fazia com consciência de que rumava para uma armadilha.




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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Ananke em Sex Dez 28, 2018 9:09 pm



A Escuridão

Conforme seguia o riso o encanto se dissipou. É difícil ludibriar um semideus com o canto das sereias quando esses possuem deficit de atenção, no entanto, o chamado continuava, em harmônia perfeita com o quebrar das ondas. Parou quando se viu em um lugar inimaginável, em arrecife escondido por altos rochedos, se tivesse que refazer o caminho não saberia por onde teria chegado. O lugar beirava à mágico, mesmo na escuridão da noite era fortemente iluminado por uma luz completa, que parecia muito maior vista dali. Há alguns metros, fora da areia que o semideus estava, havia uma formação rochosa submersa logo abaixo da superfície e próxima à costa, com pouca profundidade, aquele lugar era composto de um ecossistema marinho variado. Uma beleza selvagem.
O canto era mais alto ali e mais perfeito. A luz bruxuleante deixou de se afastar e começou a passar pelos lugares revelando imagens que não mais pertenciam àquele tempo. Flutuou sobre uma pequena rocha e Cole viu sereias à luz do sol rindo entre si. Flutuou por cima do oceano e havia golfinhos pulando em sincronia. Flutuou pela areia, próximo ao lugar que o semideus estava de pé e revelou jovens apaixonados presos no encanto das sereias. Então a luz, quase de forma brincalhona, se aproximou do rosto do semideus, pulsando de forma fraca e diminuindo seu tamanho. Era quase um convite para que ele a tocasse. Se isso acontecesse, a luz mudaria de cor para um tom verde água, seria fria ao toque e todas as imagens de outro tempo sumiriam. Em seu lugar Cole se veria em um cemitério a céu aberto de seres mitológicos, sereias brutalmente assassinadas, corpos de animais marinhos trazidos pela maré e alguns corpos em putrefação.

Informações e Instruções:
Você pode escolher se vai tocar a esfera ou não. Caso toque, jogue 1d20 para Vontade + 1d20 para Vontade e 1d20 para Resistência. Caso não toque, apenas jogue 1d20 para Vontade.

*Não há ordem de postagem. Rodada encerra amanhã às 23h59*


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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Cole Williams em Sab Dez 29, 2018 9:49 pm




nightmare




When the monsters are loud they're really quite delightful – it's the silent ones that kill you. Those silent little demons and their silent little ways...
A praia se estendia como um manto mórbido e infinito, suas ondas engolfando o som das risadas até que se tornassem uma com a maré. Elas pareciam perder seu encanto, agora que o semideus focava-se em resisti-lo, mas continuavam com o pedido insistente de que caminhasse até a costa. Talvez suas donas não soubessem que Cole estava livre da compulsão.

Luz e som guiaram o rapaz para o fim da areia e começo de um grande rochedo, forçando-o a se agachar e segurar nas pedras escorregadias para conseguir prosseguir. Levou o cabo da foice aos dentes e escalou a formação estranha.

Quando atravessou as rochas e voltou para a areia quase deixou sua arma cair: a sua frente, entre as enormes paredes escuras, estava um tapete submerso de belezas naturais. Peixes nadavam em frenesi ao som da música cada vez mais alta das misteriosas vozes risonhas. Acompanhando-os naquela confraternização noturna, a luz laranja dançou pelo espaço. Por onde passava ela pintava as mais diversas cenas: sereias com longos cabelos encrustados de corais, suas metades humanas rolando preguiçosamente pela pedra enquanto sopravam a melodia que preenchia o ar; grandes golfinhos pulando em sincronia pela água gelada; pessoas amando a si e ao encanto mágico do que viam e ouviam... Por fim a luz parou na frente de Cole. Piscava de forma brincalhona, convidando-o a tocar sua superfície fantasmagórica e juntar-se àquele retrato.

A mais leve ruga marcou a testa do semideus. Ele encarou o ponto cintilante por um momento, suas mãos pendendo ao lado do corpo, e então subiu os olhos para a lua. Cadáveres e túmulos? Tudo bem, isso era algo com que podia lidar, mas aquela beleza indisfarçada? Ela deixava sua espinha arrepiada. “Está escondendo algo”, pensou, “ou quer algo meu” – nenhuma das perspectivadas era boa.  Procurou por alguma lasca solta no rochedo para então atirá-la contra a aparição mais próxima: o casal de amantes apreciando a praia. Precisava saber o quão real era aquilo.




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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Ananke em Dom Dez 30, 2018 4:00 am



A Escuridão
Ignorando a luz brincalhona à sua frente, Cole pegou uma lasca de pedra e atirou contra os amantes mais próximos, viu a lasca atravessar a imagem e atingir a areia, deixando imperturbável a cena. Era como se enxergasse em dois planos, em um o casal seguia com sua vida, sendo apenas uma memória de outro tempo, em outro a lasca estava cravada na areia. Neste outro plano tudo estava morto ao redor e não havia beleza alguma, apenas uma bola de luz flutuando e um semideus aturdido em sua frente.
Alguma coisa adormecida no ser do rapaz despertou e todas as imagens do primeiro plano sumiram. Estava ofegante, sentia que algo vinha até aquele momento mexendo com sua mente, a luta interna o desgastou, mas o fez compreender outras coisas. A luz em sua frente era real, ela havia o atraído quando saiu do chalé até aquele destino, ela tentou levá-lo para a morte certa, instigando-o à praia sem notar e depois à antiga baía das sereias, quando este não entrou no mar, ela continuou a distraí-lo, tentando enfeitiçá-lo. Agora podia sentir a magia em toda parte, era como uma grande onda que estava pulsando pelo Acampamento, mas era uma magia errada. Após "despertar" conseguia lembrar de si próprio atravessando o Acampamento, quase em transe, atravessando a gama da magia negra. Lembrava que tinha visto outros semideuses seguindo luzes parecidas, cada um para um lado, cada uma levando à uma morte diferente, mas dentro do transe, do mundo fictício onde tinham sido aprisionados, nenhum vagante àquela noite era capaz de ver o outro.
O que era certo era que alguém tinha invocado àquela magia para o Acampamento e alguém tinha planejado aquelas situações para ocupar quem tivesse acordado. Nunca Cole tinha sentido a magia, essa estava extinta em seu mundo, mas aquele dia tinha descoberto alguns poderes, talvez o despertar dessa tivesse possibilitado ao "intruso" de atacar o Acampamento daquela forma. Sim, estavam sob ataque. E planejavam algo, mas o quê? Sabia que tinha que voltar, mas a energia na esfera logo (se já não tinha feito) alertaria ao invocador de que havia alguém acordado.

Informações e Instruções:
Tem mais ou menos três possibilidades:
1. Pode voltar e tentar acordar as pessoas em transe;
2. Pode voltar e procurar quem está causando isso;
3. Pode escolher ficar tranquilo, sair desse cemitério de sereias e curtir uma praia. -q

Informações Extras:
1. Se voltar não encontrará nenhuma decoração estranha, haverá algumas luzes natalinas nas janelas, mas é a decoração normal do Acampamento feita antes das mortes daquele dia.
2. Ah dê um jeito nessa luzinha, não pode voltar com ela pulsando por aí.
3. Alguns poderes que você vai perceber: a) você enxerga no escuro; b) durante a noite se sente mais forte (ainda não sabe o quanto); c) consegue manipular a escuridão e sombras (umbracinese), apenas manipular.
4. Dependendo do que for fazer se apresse, está quase amanhecendo.
5. Minha reação :lixa:

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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Cole Williams em Dom Dez 30, 2018 11:10 pm




nightmare




When the monsters are loud they're really quite delightful – it's the silent ones that kill you. Those silent little demons and their silent little ways...
A pedra atravessou a cabeleira loira da mulher como se essa nunca tivesse existido, quicando na superfície plácida do arrecife e desaparecendo sob a água. A imagem tremeu e duplicou-se como se cada um dos olhos de Cole encarasse uma cena completamente diferente: por um lado ele viu a juventude e a alegria, mas pelo outro só encontrou a morte. Ambas as imagens reverberaram juntas na corrente do tempo até que a beleza fantasiosa enfim se desfez em ossadas e cadáveres.

Williams deu um passo para trás. Sentiu como se uma força opressora esmagasse suas têmporas, tentando empurrar as cenas pacíficas de volta para sua cabeça. A luz laranja piscou e intensificou-se como se quisesse esconder a realidade mórbida que acabara de ver. Desviou os olhos e recuou mais um passo.

Ele podia sentir agora aquela força em outros lugares – varria como o vento tudo ao seu redor. “Magia”, a palavra veio-lhe à cabeça, mas não podia estar certo: a mágica já não existia nesse mundo desde antes de seu nascimento. Ainda assim, se ela tivesse despertado... O semideus ergueu tentativamente uma mão e apontou-a para a luz cegante. Concentrou-se na noite que o embalava e sentiu um fio de energia pinicar sua pele. A escuridão ao redor parecia estar conectada ao filho de Nyx, seguindo-o, nutrindo-o... Percebê-la se assemelhava a prestar atenção no ar entrando e saindo de seus pulmões. Era uma sensação bem diferente das pancadas fortes de energia que pulsavam da luz – era certo. Ele tentou direcionar essa força contra a estranha luminosidade, fazer com que as sombras engolfassem-na como as ondas quebrando na areia. Precisava acabar de vez com o feitiço.

O piche do céu começou a converter-se em um azul-marinho. Assim como as ilusões que prendiam o rapaz, as sombras da noite logo teriam um fim. Ele mordiscou uma unha. As memórias daquela noite vibravam e duplicavam em sua mente, como se a realidade captada por seus olhos só agora fosse processada por seu cérebro: a caminhada em transe até a praia, as luzes, os outros semideuses presos no mesmo encanto...  Quem quer que tivesse feito aquilo era poderoso. Mesmo se quisesse se arriscar, Williams não teria chance num confronto direto. Ainda assim, ficar ali sem fazer nada não era uma opção: quem sabe se conseguiria resistir à próxima investida de seu inimigo misterioso? Soltou um suspiro descontente. Precisava de ajuda.

Cole deu as costas para o litoral e começou a refazer seus passos rumo ao acampamento. A noite parecia tranquila, pacífica, até, sem as imagens dos cadáveres decompondo-se na areia, mas a magia pulsante continuava martelando suas têmporas como um lembrete eterno de que corria perigo.

Ele procurou por outras daquelas luzes, ou pelo menos por algum sinal dos semideuses que as seguiram. Por mais que detestasse trabalhar em grupo, encontrar aliados era a melhor forma de ter alguma chance contra alguém capaz de deixar todo um acampamento em transe.




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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Ananke em Ter Jan 01, 2019 4:27 am





O Estranho
GLASS GLOBE
O filho da noite andava de volta para o chalé procurando aliados quando uma forte onda de energia varreu o Acampamento, ele identificaria que aquela energia era diferente da qual havia sentido e que essa expulsou (involuntariamente ou não) a estranha magia que se apossava do Acampamento. E então um pilar luminoso azul irrompeu de dentro da Casa Grande, subindo em linha reta para o céu, ultrapassando as densas nuvens que cobriam-no. Esse permaneceu constante por um ou dois minutos até que se desfez abruptamente.
O que estava acontecendo agora?

Instruções:
Esse post é, também, referente à próxima parte da trama leia a Introdução: O estranho.
A rodada vai até as 23:59 do dia 1/1. Feliz Ano Novo \o/
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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Cole Williams em Ter Jan 01, 2019 11:05 pm




nightmare




When the monsters are loud they're really quite delightful – it's the silent ones that kill you. Those silent little demons and their silent little ways...
Cole parou. O ar parecia tremer com estática, arrepiando cada mísero pelo de seu corpo e trazendo-lhe uma sensação estranha de enjoo.

— Mas o que... — Antes que ele pudesse terminar sua fala, um farol luminoso subiu aos céus com tanta potência que o forçou a esconder os olhos.

Williams sentia como se uma onda forte e gelada tivesse se quebrado contra ele, varrendo a perturbadora energia que antes o abraçava e deixando outra em seu lugar. O semideus sacodiu a cabeça. Duas magias tinham colidido, e uma delas já saíra vencedora.

O filho da noite desviou o olhar para o chão e, erguendo a cabeça devagar, disparou tão rápido quanto pôde para os chalés. Em sua mente lembranças do globo de neve vagavam – sua luz verde, sua força tão calmante quanto as próprias areias de Morfeu... Se aquela explosão de energia expulsara toda a magia maligna que impregnava o acampamento, então talvez o efeito da esfera sobre seus irmãos também tivesse se quebrado. Precisava tentar acordá-los. Só esperava que o grande feixe de luz e o pânico de ter os seus encantos quebrados fossem distração o suficiente para quem quer que tenha mergulhado o lugar em ilusões.




Armas escolhidas:
- Faca: Uma faca feita de bronze celestial com cabo revestido em couro. Possui uma pequena guarda – apenas o bastante para a mão não escorregar para a lâmina durante o combate. Tem corte em apenas um dos lados, o outro sendo serrilhado.

- Foice curta: Uma foice feita de bronze celestial. Sua lâmina tem a forma de um "C" e possui corte apenas na parte interna. O cabo é revestido em couro.
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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

Mensagem por Ananke em Qua Jan 02, 2019 1:16 am



O Fim da Noite
Ignorando o feixe de luz, o filho da noite correu em direção aos chalés em busca de aliados, talvez? A magia que os prendiam em um sono profundo tinha acabado, mas também se acabava o tempo que o Acampamento possuía. No horizonte era possível ver os primeiros raios de sol, era aquele momento perfeito em que a luz do dia expulsava a escuridão da noite. Quantos poderiam acordar em um tempo suficiente para fazerem alguma coisa?

Informações e Instruções:
Se for acordar alguém nos chalés, role 1d20 para Proficiência e mais 1d20 para sabermos o número de pessoas que acordaram. Escolha também o chalé.

Se for tentar procurar alguém que estava dentro do evento, role 1d20.

*Rodada encerra às 23h59*


Kids in the Dark


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Re: [Natal/2018] O filho da Noite

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