[Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

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[Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Narrador em Ter Nov 27, 2018 11:57 am




"Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia."
Aqueles que a nós vieram"



Após a difícil batalha para retomar a área que a tempos atras pertencera ao Acampamento Meio-Sangue, tudo se tranquilizara e os semideuses que ajudaram Hermes a cumprir sua missão começaram a novamente erguer uma base no local. Não que a tecnologia tornasse isso uma tarefa mais fácil já que prédios não vinham em capsulas desidratadas, mas as ferramentas para corte e fixação eram tão mais avançadas que forma necessários apenas alguns longos e árduos dias para que aquela floresta deserta e destruída voltasse a ter em seu coração o núcleo do poder dos Deuses.

Em um dado momento, mais especificamente no fim da tarde, os semideuses notaram que o ar estava se movendo de uma forma estranha. Ao invés de correntes que passavam aliviando o calor exacerbado que fazia no dia, ele estava rumando para um único ponto. Como se um buraco o sugasse no nada. Um ruído esquisito ganhou os ares, como o chiado do aço quente ao ser mergulhado na água fria e logo se tornou tão incômodo quanto unhas arranhando uma lousa. Energia pulsava do ponto fixo onde o ar se reunia e por um instante todos os semideuses presentes ergueram suas armas pronto par ao que viesse a aparecer ali. Foi então que houve uma explosão surda de energia, seguida de uma onda que derrubou a todos os campistas no chão antes de erguer uma cortina de fumaça nos ares.

Demorou alguns instantes até que a poeira baixasse, mas assim que os grãos tocaram o solo um grupo de estrangeiros podia ser notado. Usavam roupas estranhas, com um estilo retrógrado que só era usado em festivais sobre o século XXI, e a maioria apresentava ferimentos. Uma energia emanava deles, como o pulsar do sol ou do próprio tempo, e isso fez com que os semideuses que caíram se erguessem desconfiados.

O líder deles, um semideus de cabelos louros filho de Apolo apontou a espada para o rapaz que vinha a frente do grupo recém chegado e seus lábios se moveram, sem nenhum indício de boas vindas:

- Quem são vocês?





NOTA ••• NOTA ••• NOTA



MUITO BEM GALERINHA!

Agora, todos podem postar suas chegadas nesse futuro glorioso! Lembrem-se, vocês não se conhecem, então isso não será um encontro inicialmente amistoso, mas esperamos que no fim tudo corra bem. Se divirtam e interajam. Desejando que estejam bem,

O Narrador.


Última edição por Narrador em Sab Dez 08, 2018 8:34 pm, editado 2 vez(es)
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Kyros A. Weisen em Qua Nov 28, 2018 3:10 pm

Eu ODEIO portais
Caravana Temporal?

Se sentiu muito estranho subitamente. O vento batia em seu rosto de um jeito estranho, ele sentiu como se estivesse caindo de um prédio e seus pulmões se encheram pela primeira vez em que pareceu ser uma eternidade mas foi apenas um segundo.  Deu um jeito de cair de pé, embora quase perdesse o equilíbrio. Conhecia bem aquela sensação.

— Eu Odeio Portais. — Sempre implicavam com ele por dizer aquilo. Como um Senhor do Tempo podia ter problema com aquele tipo de coisa? Deixou o pensamento de lado, o importante agora era entender o que havia acontecido e onde estava. Aliás ele não estava sozinho, o que já o tranquilizava levemente. Os rostos conhecidos deviam trazer alguma segurança, ao menos de mente.

Foi quando notou que um garoto se aproximava, com cara de poucos amigos. O jeito que ele andava fazia-o parecer bem cauteloso e até levemente assustado. Agora tinha certeza de que estavam no acampamento meio-sangue, e aquele era um semideus. Nunca tinha visto aquele garoto antes, o que era ainda mais estranho.

— Sem ofensa amigo, mas quem é Você? — Faltava alguém ali. Quem? Lembrou-se do Diretor do Acampemnto e de Quirion. Talvez aqueles nomes acalmassem a mente do semideus. — Onde está o Sr D.? Quirion?


Última edição por Kyros A. Weisen em Qui Nov 29, 2018 9:20 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Katherine Hathaway em Qua Nov 28, 2018 8:40 pm



 
ALGAE
O turbilhão se dissipou em uma vasta ventania, em algum momento havia me soltado do Max, mas sabia que ele estava por perto, podia ouvi-lo se mexendo enquanto eu vomitava o café da manhã na grama.
— O que aconteceu? Me diz, por favor, que você espirrou... – Falei enquanto a visão turva se restabelecia.
Uma ardência se espalhava no meio de minhas costas, por debaixo da camiseta, mas tentei ignorar seu significado. De alguma forma, me sentia diferente do usual. Por instinto de não conseguir enxergar direito e não saber o que tinha acontecido, levei minha mão ao pescoço tentando ativar minha arma, no entanto, nada aconteceu, o colar de tridente continuou sendo apenas um colar. Sem querer me preocupar levei minha mão até a pulseira tentando ativar qualquer coisa dali, mas nada funcionou, não passavam de pingentes pendendo em um cordão. A preocupação tomou conta e enquanto levantava sentia o estômago embrulhar novamente.
Levou milésimos de segundos para a visão voltar totalmente, foi quando vi pela primeira vez que o Max não aparentava estar em melhores condições do que eu, pior ele estava com a aparência ao menos 10 anos mais jovem. Um pensamento surgiu em minha cabeça "Definitivamente, foi um espirro poderoso", porém a parte racional de tudo isso me alertava que ele tinha sido tão pego de surpresa quanto eu. Apalpei meu rosto e meu corpo, parecia estar tudo ok. "O que será que aconteceu com ele?"
Olhando ao redor vi mais rostos conhecidos, pessoas que também viviam no Acampamento. Alguns estavam em pé, outros sentados no chão, aparentemente tentando se recuperar. O mais esquisito era que nenhuma daquelas pessoas estavam perto da praia comigo e com o Rafael. Olhei de novo ao redor, muitas árvores, árvores demais, mas a aparência era estranhamente familiar. Quando virei-me de costas notei um grupo de garotos e garotas subindo a colina, estávamos no topo da Colina Meio-Sangue, seu portal diante de nós, mas sua aparência levemente diferente do que me lembrava. Olhando para trás deles, em direção ao Acampamento, as construções também pareciam estranhas, com um tipo de arquitetura que eu nunca tinha visto, não era nada atual, mas também não pertencia à nenhum tipo de arquitetura antiga.
Kyros surgiu do nada no meu campo de visão e se adiantou para interceptar a chegada do grupo. Imediatamente comecei a orar silenciosamente para os deuses pedindo para que ele não fizesse nenhuma besteira que iria nos complicar. O garoto à frente do grupo parou e ergueu sua espada em direção à Kyros.
— Quem são vocês? - O garoto perguntou, com uma pitada de hostilidade na voz.
Antes que eu pudesse responder, Kyros soltou: — Sem ofensa amigo, mas quem é Você? Onde está o Sr D.? Quiron?
Internamente bati a mão na cara, me perguntando se ele não conseguia ver a delicadeza da situação que estávamos. Nenhum de nós aparentava ter armas, enquanto que o grupo, além de ser muito maior em números, não parecia despreparado para ameaças.
Me aproximei do Kyros, me mantendo uns dois passos atrás dele e o puxei pela gola da camiseta em minha direção.
— Deixou a educação em casa? - Falei para ele tentando manter um tom calmo e ao mesmo tempo tentando alertá-lo para não fazer mais bobagem. - Desculpem nosso amigo, ele anda fora da casinha ultimamente. Sou Kath.
Enquanto falava olhei para cima, a entrada do Acampamento, junto com sua usual barreira, dividia o terreno entre nós e o grupo recém chegado.
Thanks @ Panda & Max

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CREDITS @ FRANKIE
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Rafael L. Maximos em Qua Nov 28, 2018 10:55 pm

De volta para o futuro

???
Já passei por muita coisa estranha na vida, mas definitivamente dessa vez o destino se superou.
A vertigem e o misto de sensações resultantes daquela experiência permaneceram mesmo após minha visão voltar e eu começar a ver o que estava ao meu redor. Ou melhor dizendo, ao nosso redor. A primeira coisa que realmente percebi foi que a Kath continuava perto de mim. Outras pessoas compunham o pequeno grupo, rostos que não consegui reconhecer com exatidão. Mas Kyros estava entre eles e foi logo fazendo besteira.
Um segundo grupo estava chegando, portando armas diversas e aparentando nervosismo, como se o estresse da batalha fosse algo frequente em suas vidas e já estivessem fartos daquilo. O que me parecia ser o líder, ou ao menos porta-voz, se aproximou e indagou quem nós éramos.
Antes que alguém mais apropriado respondesse nosso “anfitrião” foi Kyros quem tomou a iniciativa. Sua resposta ríspida foi totalmente desnecessária e provavelmente causaria uma péssima primeira impressão. Kath foi rápida e tentou resolver a situação tirando Kyros de onde estava. Reúne forças e me levantei, sentindo meus músculos doerem.
- Perdoem o Kyros aqui. Acho que falo por todos quando digo que estamos perdidos, de certa forma – olhei de relance para uma forma familiar que chamou minha atenção a alguns segundos. O arco da entrada do acampamento – Sou Rafael, filho de Macária. Não estamos aqui para fazer nenhum mal.
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Rosie S. Máximos em Qui Nov 29, 2018 12:08 am

Futuro?

Viemos em paz... ao menos, essa é a intenção...
O Futuro é Imprevisivél para todos, mesmo para os que veem, ele ainda continuará sendo Imprevisivel.
Em um momento eu sentia um clima. No outro eu estava sentindo todas as moléculas do meu corpo expandindo e agrupando-se. No outro eu estava caindo. Tudo isso em poucos segundos.
Caí em pé, mas como não via e nem sabia onde estava, cambaleei um pouco e me equilibrei. Instintiva e rapidamente olhei em volta, mas não conseguia enxergar nada a princípio, apenas poeira de uma possível explosão, que eu tinha como cósmica.

Sentia-me estranha. Era como se partículas de eletricidade colidissem dentro do meu corpo. Era quente e muito mais que apenas energia física. Sentia os meus ferimentos pulsarem, o sangue escorrer levemente.
Respirei. O ar tinha uma densidade diferente, e a medida em que a poeira abaixava, pude ver árvores. Mas não tinham nem metade da aparência vívida que tinha as árvores de onde estávamos anteriormente.

Alguém vomitou ao meu lado e ouvi um pequeno burburinho. Ao levantar o campo de visão vi meu irmão, mas ele estava mais novo, “como isso...?!” pensei; vi o Kyros e o cabelo inconfundível da Kath e em um círculo, pequeno e um pouco torto, estavam outros rostos conhecidos do Acampamento. Suspirei aliviada. Estávamos, ao menos, juntos.
Um grupo de pessoas estavam atrás de duas pilastras, um, dentre eles, apontava-nos uma espada. Minha mão correu para minha bainha de forma automática e pude sentir o pânico crescer. Minha espada sumira. Tentei ativar meus braceletes, mas não se transformaram em correntes.

- Quem são vocês? – Perguntou o rapaz louro que estava a frente do grupo. Sua voz não era amistosa. O Kyros respondeu da forma que não deveria, ainda mais hostil que o rapaz do outro grupo, e na mesma hora tive vontade de socá-lo até a morte; e aparentemente a Kath percebeu, e tentou amenizar o clima. Olhei com mais atenção para Kath e sorri de canto, mas com uma vontade enorme de rir pra valer; ela vestia uma camisa que o Rafa havia lhe dado como presente onde tinha escrito “A baiacu mais divertida do mundo.”. Ah, aquela camisa era muito a cara dela.

O rumo dos meus pensamentos mudaram assim que minha visão parou no arco de entrada do que seria, possivelmente, o acampamento meio-sangue. Era o arco, mas o mesmo tempo não era. Aquele arco não era do nosso tempo.

“Não. Não, não, não.” Dei um passo silencioso pra trás e observei mais adiante. A arquitetura dos locais depois do arco era muito diferente. As construções aparentavam terem sido evoluídas dos desenhos que retratavam a tão famosa Era Tecnológica do futuro.
Alguma coisa estava muito errada em tudo aquilo. Não poderíamos ter ido ao futuro... Ao menos, era nisso que eu queria acreditar.

Olhei para meu irmão, certamente ele teria uma resposta melhor para aquilo. Mas como senhora do tempo, eu não me agradei desse pensamento.
Ele começou a falar, em nome do grupo, e eu percebi quando seu olhar recaiu sobre o arco. Teria ele notado a diferença mais a frente? Seria possível que fôssemos parar no futuro? Provavelmente. Minha cabeça estava cheia de pensamentos e possibilidades. - Sou Rafael – Meu irmão se apresentou e continuou - filho de Macária. Não estamos aqui para fazer nenhum mal. – Assim que ele terminou, respirei fundo e fiquei em silêncio. Não sabiamos como seria a reação do outro grupo.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Seraph Zehel ëa Vertrag em Qui Nov 29, 2018 11:57 am

Paradoxo Temporal
Admito que todo aquele admirável mundo novo era um pouco demais para minha cabeça suportar, especialmente diante da nova condição que repentinamente fora empurrada goela abaixo por um deus mensageiro de uma cultura que eu jurava ser apenas contos bem elaborados pelo homem pra explicar seu propósito de vida e o surgimento do universo.

Ajudar na reabilitação do tal acampamento para crianças cujos pais eram seres divinos havia me ajudado bastante a digerir toda aquela cruel e brutal realidade, dando a minhas mãos uma ocupação simples de lidar, trazendo uma normalidade que havia sido perdida nas últimas semanas.

Estávamos no fim da reforma quando algo anormal resolveu trazer-nos de volta para nossa realidade tão fantasiosa. Um turbilhão se formou bem no centro do acampamento e, já atentos temendo pelo pior, nos aglomeramos ao redor do turbilhão, nossa linguagem corporal hostil e receosa.

Minha foice devia ter praticamente o mesmo tamanho que eu, do tipo que seria bem difícil de usar, mas descobri que tinha uma afinidade incomum com aquele tipo de arma e meio que achava interessante minha pose com ela, parecia mais ameaçadora.

Estava na primeira fileira do círculo e vi quando os estranhos caíram de dentro do que só podia ser descrito como portal.

A primeira pessoa a se pronunciar parecia pronto para rumar briga o que fez meu aperto no cabo de é minha foice se tornar mais forte, mas antes que tivesse a oportunidade de lhe dar uma resposta a altura outros dois interviram no quase conflito que estava para se seguir, apresentando-se como semideuses.

Ao olhar pra suas vestimenta so podíamos identificar como fora de moda e não queria considerar viagem do tempo como algo possível, mas suas faces pareciam nitidamente verdadeiras ao mostrar que estavam perdidos, embora parecessem conhecer um pouco sobre a estrutura do acampamento, já que se citaram 2 coordenadores deste

-Vocês estão no Acampamento Meio-Sangue. - Disse para que se situassem. - Agora nos diga de onde vieram e porque vieram parar aqui? - Minha voz era autoritária e ameaçadora, acompanhada por um leve pendular da grande foice em minha mão, minha expressão estava fechada e selvagem e, como eu era o mais velhos deles, eu os olhava de cima.

+ LEGENDA: 01/??
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Bonnie R. Martinez em Qui Nov 29, 2018 2:47 pm


O barato is crazy

Conteúdo +18:
O ciclo de vida é composto por nascer, crescer, reproduzir e morrer, contudo, para os semideuses existe um novo estagio de vida. Assim como a fênix renasce das cinzas o acampamento meio-sangue estava sendo reconstruído com o suor, carisma e determinação de todos aqueles que estavam dispostos a lutarem por aquilo que era seu por direito. Bonnie, um dos filhos do deus Hermes, analisava com seus olhos o local imaginando como ele deveria ter sido bonito antes de tudo ocorrer. A vegetação deveria ser repleta de verde, ele imaginava as diversas ervas medicinais que ele poderia ali encontrar, ele então imaginou tomar um chá de boldo com as folhas recém colhidas, ele sorriu. Sorriu ao querer tudo aquilo de volta.

O vento era gelado e refrescante e soprava seus cabelos fazendo atingir sua face, ele erguia maquinários e ajudava seus colegas a carregar caixas e mais caixas. Sobre o solo arrido um animal se rastejava entre as folhas secas, a serpente que ali vivia corria entre as folhas indo em direção a um dos semideuses. O rapaz ergueu sua bota e lançou seu pé contra o animal indefeso.

– Ei, não faz isso. Deixa-a viver. – Disse Bonnie impedindo que o animal fosse sacrificado de forma tão brutal. – Ela estava aqui antes mesmo de nós então aqui é o lar dela tão quanto o nosso.

– Ah mano! Vai encher o saco de outro. – Disse o mais alto dando a volta e indo pro outro lado.


O dia parecia não ter fim, Bonnie sentia seu coração acelerado de tanto subir e descer, de levantar peso e correr para ajudar aqueles que mais precisavam. O rapaz andava lentamente erguendo um fogão de quatro bocas.

– Onde eu boto isso. – Disse ele a um dos mais velhos.

Sua voz foi cortada pelo forte vento que tomou conta do lugar e a sensação de um cometa ter atingido aquele local Bonnie pode sentir em cada partícula de seu corpo o poder e a intensidade da energia produzida pelo portal que ali se formou. Ele largou o fogão no chão e caminhou em direção aos seus colegas que já estavam com a guarda levantada.

A prole de Apolo que comandava no momento foi a primeira a interrogar os forasteiros, Seraph foi logo se metendo.

– Esses filhos de Zeus sempre se acham as bucetudas. – Bonnie sussurrava baixinho. – Depois a gente se fode e eles culpam os outros.

Haviam cinco ou eram oito recém-chegados, eles pareciam que acabaram de duelar até a morte com um gigante ou algo ainda pior, Bonnie analisou todos eles. Um dos garotos parecia um pinscher arisco pronto para atacar e começou a questionar a todos sobre quem nós éramos.

– Eu que pergunto quem é tu. – Bonnie continua a sussurrar conversando sozinho. – Parecem aquelas novelas mexicanas que a mamãe me fazia assistir todas as tardes. Eu sou Paola Bracho – Dizia ele com uma voz feminina e com sotaque latino.

Ele caminhou para mais próximo dos intrusos e pode ver uma moça que estava passando mal. Outra parecia estar com muito medo de tudo entrar em colapso e todos entrarem em conflitos gigantescos.

Encostou-se em uma árvore e ficou observando tudo, pegou em seu bolso um cigarro de maconha e acendeu e começou a fumar. Os semideuses atacavam verbalmente os novatos e os novatos pareciam estar andando em ovos.

– É esse povo não tem mais o que fazer. – Bonnie soprou o ar liberando fumaça. Tragando mais algumas vezes e ainda observando os demais ele decidiu deixar os mesmo de lado e se isolar para curtir sua vibe. Sua visão ficou turva e ele sorriu.

– Eita, já ta batendo. – Ele deu dois passos e tropeçou em um dos fios que ligavam uma das maquinas da obra que eram responsáveis por disparar pregos. A maquina começou a zumbir alto. – Puta merda o que eu fiz. – Se o que estava na cabeça de Bonnie estivesse correto a maquina deveria começar a cuspir pregos em direção a todos os intrusos que estavam no local.

Ele engoliu a seco e correu cambaleando em direção a árvore mais próxima.

– Eu acho que tô muito fudido.










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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Kyros A. Weisen em Qui Nov 29, 2018 3:32 pm

Usando produtos Ivone
Jovem de novo

Foi puxado para trás em um segundo por Kath. Podiam se passar dez, vinte, quarenta ou até cem anos, ela sempre o trataria daquele jeito. Ele tentou se soltar dela sem muito sucesso, não sonhava em usar a força contra ela, independente da situação.

— Ei, ei, ei, eu não fui grosso! Eu só queria saber o que tá acontecendo, me solta! — Pediu se contorcendo até que conseguisse se soltar. Respirou fundo, arrumando sua compostura. Foi quando ouviu a voz de Rafael que deixou de respirar fundo e simplesmente bufou, atônito. Se aproximou do amigo rápido e começou a sacudi-lo

— RAFAEL, QUE PALHAÇADA É ESSA? — provavelmente o acampamento todo podia ouvir, mas ele não se importava, lidaria com o que tivesse que ser lidado depois. Simplesmente sacudia o outro senhor do tempo — QUE TIPO DE PEGADINHA TU TÁ APRONTANDO?

Não que não confiasse nele, mas ei,qual seria sua reação se visse um de seus dois amigos mais antigos inexplicavelmente parecer ser 10 anos mais novo? Foi quando ele parou de sacudir o amigo por um segundo e olhou para Rosie

— Espera ai, eu também estou...— Ele começou a formular uma teoria, que logo foi interrompida.


Última edição por Kyros A. Weisen em Qui Nov 29, 2018 9:22 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Wendy R. Wittelsbach em Qui Nov 29, 2018 5:49 pm

Starlight
Don't you belive impossible things?

Queria apenas um dia normal, dentro do possível quando se é uma semi-deusa que luta contra monstros mitológicos recorrentemente, esperava chutar algumas bundas na arena, implicar com uma ou duas filhas de Afrodite, jogar conversa fora com Katherine, jantar e ficar envolta da fogueira antes de se recolher para o chale de Hécate. Não estava pedindo muito! Mas uma sensação estranha, no fundo de seu estomago, dizia que havia algo errado, e nem estava se referindo a fome descomunal que Wendy costumava sentir.

Tentou se convencer de que estava errada, conforme o dia foi passando e nada aconteceu. Teria seu dia normal, a final! Ou fora isso que pensava enquanto ia até a praia, um tanto quanto saltitante, ao encontro de Katherine, após perguntar para alguns campistas a localização da loira. Não demorou para que chegasse a orla marítima, e avistasse a filha de Poseidon na companhia de Rafael, um semi-deus mais velho do chalé da Macária, temendo atrapalhar algum assunto, a morena atrasou os próprios passos, andando na direção deles devagar, ponderando ainda se devia se juntar a eles.

Não precisou se decidir, o destino fez a escolha por Wendy. Em um instante estava dando fim a pouca distancia que a separava dos outros dois semideuses, e, no outro, havia sido engolida por um vórtice negro surgido do nada. Lá se ia seu dia normal! Nada que a morena tivesse vivido até aquele momento poderia ser comparado com a sensação que sentira nos poucos segundos que sucederam seu sugamento. Primeiro foi como se ela não existisse, fosse apenas um nada em meio a imensidão do universo, e então, numa explosão caótica, cada parte do seu corpo se juntou e ela estava inteira novamente.

Wendy piscou os olhos, voltando a si aos poucos, tomando consciência novamente do seu que acontecia além do seu corpo, este, inclusive, estava jogado no chão, fora a primeira coisa que percebera. A semideusa se levantou, tomando ciência de alguns ralados que agora possuía nos braços e no rosto, e se perguntando o que havia acontecido, já que ela não se lembrava de ter caído. Olhando ao redor, e encontrando algumas faces conhecidas, suas ultimas memorias voltaram a tona, e Wendy se lembrou do buraco negro que a havia engolido. Nada bom quando se vive em um mundo mistico.

Mais confusa do que o normal, talvez graças a uma possível pancada, demorou para entender o que acontecida ao seu redor, voltando a si apenas quando escutou uma voz conhecida berrando algo como "aquilo ser pegadinha". Percebera, então, que não estava sozinha com seus já conhecidos semideuses. Inclusive, no meio dos outros havia um homem com uma foice grande, o que fez soar um alerta de perigo na mente um tanto quanto perturbada de Wendy. Mesmo ainda tentando entender o que acontecera, a garota não hesitou em procurar a adaga que carregava na cintura antes de ser abduzida, e não ficou nada feliz em saber que esta não estava mais em sua posse. - Que merda... - A voz morreu antes que a morena pudesse incrementar o xingamento.

Havia algo muito estranho, estava claro agora. Estavam no acampamento meio-sangue, isso tinha certeza, reconhecia a entrada, mesmo que ela estivesse diferente demais. Não conhecia o grupo hostil que vinha de dentro de um lugar bastante conhecido por ela, o que poderia significar três coisas: 1)Eles foram para o passado; algo que não fazia sentido, as roupas que os outros vestiam não parecia ser de uma época anterior. 2) Eles estavam em uma realidade paralela; ainda não fazia sentido aquilo, mas eram semideuses afinal, nada tinha muito sentido! 3) Foram parar no futuro; era a mais das opções, embora louca ainda. Se estavam no futuro, por quê Rafael parecia mais novo? Confuso. - Em que ano estamos? - Ignorando o surto de Kyros, provavelmente proveniente da meia-idade que chegava, a filha de Hécate perguntou, um tanto quanto tonta ainda, para ninguém em especifico.

Wendy Wittelsbache está com varias pessoas, na Entrada do Acampamento Meio-Sangue. A tarde está densa, e ela está confusa.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Narrador em Qui Nov 29, 2018 7:15 pm


   

       
Postagem de Esclarecimento
Subtítulo

       
Em um mundo de geringonças tecnológicas tudo pode acontecer. A pistola não era necessariamente de pregos, mas de um material semelhante. Dentro do refil, existia um líquido que era lançado no ponto em que a pistola estivesse direcionada e esse líquido ao ter contato com o ar se tornava sólido. Ao ser acionada pelo semideus, a arma entrou em pane e disparou apenas um tiro, agora em quem...

        Tag1 | Tag2
       

   



Sorteei em casa e o tiro de prego foi lançado no Seraphin. Podem seguir.


Última edição por Narrador em Qui Nov 29, 2018 11:18 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Mia G. Armstrong em Qui Nov 29, 2018 8:27 pm

delayed
as always :facepalm:
O entardecer no acampamento meio sangue realmente era belo; ainda mais com o ótimo panorama que tinha do topo do imenso carvalho virado para a praia que eu encontrara alguns meses atrás enquanto andava pela floresta e desde então a árvore se tornará meu grande e velho amigo além de abrigo quando tudo que eu queria era paz e sossego; e por mais que aquela visão, o vento balançando a árvore e bagunçando os cabelos castanhos me tocasse e me enche-se com uma grande sensação de gratidão por estar viva eu ainda não conseguia me sentir bem.
Pensava em meu pai; em seu sumiço. Tentava não pensar em Ziron; eu não tinha por que pensar. Pensava sobre cada amigo que perdi ali; cada experiência traumática; tudo o que compeliu até que eu me tornasse o que era naquele momento. Eu estava feliz com o que eu era? Não seria falsa comigo mesma, não estava. Com tantos fantasmas na mente a tirarem meu sono eu não podia nem pensar no capricho da felicidade; mas poderia dizer que estava satisfeita, em uma palavra eu me tornará forte. Só havia uma pequena coisa que se pudesse eu mudaria; queria o jovem e doce sorriso que perdi de volta; queria conseguir me reaproximar de meus velhos amigos, ser como éramos.
Um sonho, um sonho bobo. Repeti mentalmente em minha cabeça até conseguir ignorar todo aquele saudosismo idiota, se bem que voltar a trabalhar em equipe com os senhores do tempo seria bom.
Puxo meu relógio de bolso dado pelo meu mestre Chronos e o observo; o tic-tac quase mudo do objeto ajuda a lembrar que o tempo não para enquanto sinto pena de mim mesma e choro amigos mortos e por ultimo; como tentativa final de me convencer penso: "O que seu pai gostaria que fizesse Marie Giulie?"; ignoro quando o coração fala que ele queria que eu fosse feliz antes de tudo e me foco em reviver e reavivar em mim mesma o lema da casa Armstrong:"Liberdade; Força e Lealdade".
Estava bem distraída a ponto de não ver algo grande e duro chegando perto rapidamente e me derrubando com tudo do galho; pronto, estava morta ou ao menos bem ferida; me virei de bruços em queda enquanto tentava não bater a cabeça em algum dos galhos retorcidos e ao mesmo tempo me agarrar a um deles, não estava sendo algo nada fácil, bolotas caiam sobre minha cabeça. O relógio no meu bolso escapuliu provavelmente eu não tinha o guardado direito, tentei alcançar a corrente com os dedos por que se aquele relógio caísse e quebrasse... Bem, era melhor eu quebrada do que aquele relógio em pedaços.
O alcancei agarrando entre a ponta dos dedos e então foi rápido, quase tão rápido que nem consegui entender e só dei conta de que estava em viagem pelo tempo quando tudo que era sólido e parecia racional deixou de ser, no meu desespero de salvar o objeto concerteza devo ter o acionando. Senti uma fisgada no calcanhar, mas não pude me virar para olhar, estava atenta procurando-a e assim que eu a vi não pensei duas vezes e joguei meu corpo por ela saindo já em queda livre; a fenda não parecia com as que normalmente usávamos pra viajar, parecia mais um tipo de buraco negro puxando tudo ao redor; perdi um pouco o fôlego como se estivesse me afogando ao alcançar a atmosfera; a sensação parecida como respirar ar rarefeito, a queda seria rápida e eu ainda não havia conseguido arrumar meu corpo pra que ao menos tivesse uma chance e não estrepasse a cabeça no chão. Caindo; como um cometa. Uma estrela cadente que desfaz desejos ao invés de conceder; melhor ainda; como uma fruta madura no pé.
Senti o baque do meu corpo contra outro; duro e forte. Gemi de dor e vi sangue; tive certeza que era meu. Era meu fim. Minha visão estava turva e pra ajudar milhares de fios castanhos na minha cara. Apaguei. Minha consciência já não era mais minha.


Verdade é o que eu digo ser verdade. Posso incendiar o mundo e chamar de chuva



Última edição por Mia G. Armstrong em Sex Nov 30, 2018 11:18 am, editado 4 vez(es)

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Syd Barrett em Qui Nov 29, 2018 8:48 pm

Podia sentir aquela dor muscular que não doía de verdade, mas estava lá. Não se tratava de um machucado, apenas de um dia de treinamento mais puxado no acampamento. Às vezes dava por mim de superar alguns limites e ali estava o pagamento por isso, mas junto disso vinha também uma boa satisfação de ter treinado decentemente, um orgulho por ter conseguido cumprir os objetivos

Para além disso, era como se tivesse créditos na minha conta de responsabilidades e pudesse me ceder uma recompensa. E foi exatamente o que eu fiz. Com o cair da tarde tomei um banho refrescante no chalé do acampamento, vesti roupas confortáveis, peguei a minha cartola, alinhando-a milimetricamente na cabeça e andei para um lugar mais isolado, onde pudesse relaxar sem ser incomodado

Subo nos galhos de uma árvore mais frontosa e acho uma posição confortável, onde podia esticar uma das minhas pernas e encostar as costas no tronco principal, mantendo um bom equilíbrio. Tiro a cartola da cabeça e saco de uma boa garrafa de vinho envelhecido de dentro dela, com a boca salivando só de olhar. Abro e tomo um longo gole, como se fosse água, quase 1/3 de uma só vez.

– Aaah, que delícia...

Continuo a beber sem muito pudor, afinal, eu merecia e como um bom filho de Dionísio, tolo seria quem esperasse algo diferente de mim. Meus planos são atrapalhados quando vejo alguém chegar, e dentre as centenas de árvores do acampamento ela escolher subir logo na minha. Para a minha sorte a semideusa para de subir no início da copa, num galho bem mais baixo que o meu. Não sabia que ela havia notado a minha presença, mas fico quieto

– Ah, sossego

Sussurro baixo e continuo a beber meu vinho mais comedidamente, sem querer atrair a atenção da menina. Queria um sossego longe de bate papos, então nem me sinto culpado por isso. Vou para a segunda garrafa tranquilamente e enquanto bebo a terceira, algo parece estar errado

Começa com uma sensação estranha, uma tontura. Seria o cansaço físico? Ou a altura? Olho a garrafa de vinho, sentindo meu corpo meio atrapalhado, cheiro vendo se estava estragado, mas estava ótimo. Estaria eu ficando bêbado pela primeira vez? Nunca havia conseguido antes, aquilo não fazia sentido.

Tento me ajeitar no galho mas perco o equilíbrio e caio, acertando alguns galhos e algo mais macio pelo caminho. Tento me recompor rápido, mas ainda estava lento demais. Tento pegar algo para me proteger mas assim que pego, sinto algo estranho. Seguro firme, pois é como se estivesse me uma montanha russa sem nexo algum.

Assustado, coço o olho com uma das mãos, mais alerta, algo havia mudado, um grupo estranho estava reunido, parecia que parte da minha memória havia sido cortada, pois não conseguia montar uma cadeia lógica de pensamentos sobre o que acontecera ali. Só estava segurando o pé de alguém.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Dawn Rimmer em Qui Nov 29, 2018 9:10 pm


Perdida no Tempo



Era a primeira vez em muito tempo que eu ficava genuinamente com medo. Senti os músculos do meu corpo irem recuperando os sentidos pouco a pouco, até me encontrar em um local de familiar estranheza. Parecia o Acampamento Meio-Sangue, mas… Seria mesmo ele? O que havia acontecido nele para estar tão diferente? Exatamente o que eu tinha perdido no meio daquela brincadeira toda? Minha missão era apenas passar uma mensagem para Rosie. Como eu estava ali? Dei um passo para trás, tentando acompanhar toda aquela cena que ainda se desenrolava turva na minha frente.

Reconheci alguns rostos e vozes conhecidas no meio daquele tumulto. Kyros, filho de Hefesto. Rafael, filho de Macária. Ambos eram Senhores do Tempo. Por último. percebi a presença de Katherine, filha de Poseidon. Semicerrei os olhos, com certo tom de amargura ao reconhecê-la ali. Mesmo ao vê-la, porém, permaneci imóvel. Era muito grande aquele choque para mim, toda aquela cena... Eu não conseguia entender exatamente o que estava acontecendo, por mais que tentasse. Aquilo era tão frustrante.

-Vamos Dawn, você consegue.

Murmurei bem baixinho apenas para mim mesma, tentando tomar uma postura no meio daquilo tudo, quando um garoto cambaleante chamou minha atenção para a máquina de tecnologia desconhecida por mim após tropeçar na mesma. Respirei fundo, ainda buscando coragem para me mexer. Aquilo não me parecia algo bom. Ela pareceu se armar logo após isso, mirando em um dos possíveis aliados do jovem.

-CUIDADO! - gritei como um reflexo, ao notar o tiro prestes a sair da máquina desgovernada.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Katherine Hathaway em Qui Nov 29, 2018 9:23 pm



 
ALGAE
A mente de um semideus é uma tremenda confusão, tudo graças aos nossos reflexos de batalha ou o comumente chamado TDAH. Enquanto me mantinha tensa e atenta ao grupo na minha frente, Kyros se contorcia para sair do apertão, eu ainda o segurava pelo colarinho para não fazer besteira. Max se levantou e se apresentou, deu para ver que ele notou que tinha algo bem diferente, aliás quem não notaria? No entanto, parecia que ele estava totalmente away sobre sua aparência, ok em algum momento ele descobriria por si só, certo? Errado!
Assim que soltei Kyros ele foi direto até onde o Max estava, como sempre com o intuito de perturbá-lo, parecendo se esquecer totalmente da ameaça que tínhamos à frente. Talvez nem todos os semideuses possuíssem instinto para batalha então...
O grupo dentro do Acampamento nos olhava como se fôssemos de outro planeta, não podia julgá-los, afinal dentre todas as configurações possíveis para grupo, por que justamente essa? "Deuses... O que diabos está acontecendo dessa vez?"
Um cara com uma foice parou ao lado do garoto que apontava uma espada para nós, ameaça soava em sua voz quando falou: — Vocês estão no Acampamento Meio-Sangue. Agora nos diga de onde vieram e porque vieram parar aqui?
Em algum lugar atrás de mim ouvia a voz muito perdida da Wendy: — Em que ano estamos?
Olhei de relance para ela, sem entender do que estava falando, não era óbvio que era 2018? O que aconteceu, seja lá o que fosse, deve ter mexido com a cabeça dela. Quando olhei para trás para encarar a Wendy prestei atenção em quem mais estava ali. Rosie estava próxima do Max, eu tinha visto-a assim que me recuperei, mas o imediatismo da situação havia me distraído. Syd estava no chão com um olhar perdido. Meu olhar cruzou com o da Dawn e eu soube que as coisas poderiam ficar feias entre nós em algum momento, mas então vi a Mia, ela estava caída no chão e parecia inconsciente, sangue empapava sua testa... Tínhamos algo mais urgente do que esperávamos.
Voltei o olhar para o grupo enquanto começava a falar.
— Estamos com problemas, nossa amiga preci- – Minha frase morreu no meio do caminho quando me interrompi com o alerta de CUIDADO gritado pela Dawn. No segundo seguinte, vi o semideus com a foice ser atingido por alguma coisa que eu não fui capaz de identificar, talvez por não estar olhando para ele no momento. Meus olhos se arregalaram com a surpresa e retesei o corpo, esperando que quem realizou o ataque surgisse a qualquer momento...

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Seraph Zehel ëa Vertrag em Sex Nov 30, 2018 12:08 pm

Paradoxo Temporal
Os recém-chegados pareciam confusos. Um deles inclusive ignorou toda a tensão da situação e começou a gritar com o outro como se não estivesse cercado por um grupo de semideuses armados e prontos para arrancar seus membros. Essa atitude me fez abrandar um pouco minha insegurança e abafar um riso diante da cena. Pareciam crianças perdidas, exatamente como nós quando chegamos a este.

Uma delas perguntou o ano e isso me fez pensar um pouco no que poderia estar acontecendo, embora eu não fosse admitir em voz alta que pensei em uma hipótese tão ridícula. Estava prestes a responder a pergunta da recém-chegada quando ouvi um barulho baixo e abafado.

Logo em seguida uma dor aguda irradiou de minhas costas, seguido de um líquido quente que verteu do ferimento. Eu cai de joelhos, deixando a foice cair no chão, enquanto um grito rouco involuntário escapou de minha garganta e, um tanto que exacerbado, tento retirar o objeto que havia me ferido, embora fosse ser uma tarefa difícil diante do local da lesão.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Rosie S. Máximos em Sex Nov 30, 2018 2:03 pm

Futuro?

Opa, a prioridade são os feridos!
O Futuro é Imprevisivél para todos, mesmo para os que veem, ele ainda continuará sendo Imprevisivel.
Tirei meus olhos do arco e todos os pensamentos do espaço-tempo e vi que próximo de mim um rapaz estava com um olhar vago, ao lado de Mia. A senhora do tempo estava machucada e eu já ia me movimentar para ajudar, independente do que estava acontecendo ao redor. Então tudo aconteceu rápido demais, um campista do outro grupo tropeçou em alguma coisa, um sibilar de tom agudo, embora baixo, como se estivesse distante, foi ouvido. Então a Kath começou a dizer aos campistas que a nossa amiga estava ferida, mas a Dawn gritou "CUIDADO" e, como só tenho uma visão, e esta não é 360º, só pude ver o campista hostil largar a foice que segurava e cair de joelhos enquanto deixava um grito rouco de dor escapar por sua garganta.

Anos de prática em campos de batalha me ensinaram que os feridos sempre são prioridades. Olhei para meu irmão e indiquei a Mia com a cabeça e me encaminhei para ajudar o campista do outro grupo. Entrei pelo arco do acampamento, sem me importar com a recepção que receberia.

- Estou desarmada.- Levantei as mãos ao alto, para demonstrar que não tinha nada e girei o corpo. - Não pretendo fazer nenhum mal, permitam-me ajudar. - Me ajoelhei ao lado do rapaz atingido nas costas e falei pra ele: - É um prego bem grande. Vou retirar pra você. - E olhei para as pessoas ao nosso redor - Por favor, precisarei um tecido, ou algum gaze para estancar o sangue, ou se alguém possuir um medicamento... seria de grande ajuda... A propósito, meu nome é Rosie. - Alguém me forneceu um pedaço de tecido e me aproximei do garoto e com os dedos de uma mão envoltos pelo pano, segurei a ponta do prego que estava visível; com a outra mão pressionei a parte das costas onde o prego estava de leve e o puxei, de forma rápida, para que ele não sentisse mais dor - que seria o caso se eu o retirasse devagar. Joguei o prego no chão e rapidamente dobrei o tecido, pressionando-o ao ferimento com força moderada, para que o sangue pudesse ser estancado. Em seguida levantei os olhos para as pessoas e pedi alguma faixa, ou adesivo que pudesse prender. Aparentemente eles não tinham e alguém voltou para pegar o que eu solicitei. Ao menos eles estavam sendo educados e cooperativos. Baixinho eu perguntei ao rapaz ferido, que tinha olhos claros: - Você poderia, por favor, me dizer em que ano estamos? E se possível, seu nome? - Sorri amistosamente, apesar de não ter gostado da forma hostil em que fomos tratados por ele a princípio, pois eu não era o tipo de garota que pagava o mal com o mal.

Enquanto aguardava a resposta dele, olhei para o outro lado e vi meu irmão ajudando a Mia. Meu olhar se encontrou com o rapaz ao lado dela, ele tinha uma garrafa de vinho quebrada ao lado dele (provavelmente viajou com ela), agora seu olhar parecia mais firme e por um momento eu perdi o rumo dos meus pensamentos; desviei os olhos e olhei para a Dawn, depois do choque de um ataque, ela parecia estar em pensamentos conflitantes com o local em que estávamos. Ah, sim, eu conhecia essa expressão. Isso levaram apenas alguns segundos, o suficiente para o rapaz decidir se confiaria em mim a princípio, ou não. Ele abriu a boca pra falar e minha atenção voltou-se para ele. Precisávamos saber ao menos, em que ano estávamos... Esperava que ele não fosse hostil e me respondesse.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Narrador em Sex Nov 30, 2018 8:21 pm


   

       
Agora
Atualizando os fatos

       
A conversação avançava a passos realmente lentos, atrapalhada pela inicial confusão, fosse dos viajantes do tempo que ainda não entendiam aonde estavam ou fosse os atuais habitantes do Hal-Blood que não entendiam bem sobre quem vinha a sua frente. Contudo, o prego que voou acidentalmente no ar atingiu as costas do jovem Seraph e assim que sua foice bateu no chão o caos se instalou.

Rosie avançou, distraída pelo senso de responsabilidade e humanidade, com a boa intenção de ajudar ao semideus caído. Só que o mundo não é preto no branco e como resultado disso, a mão do jovem filho de Apolo lhe espalmou o ombro com pouca gentileza, fazendo a bela filha de Macária recuar alguns passos. Não causou dor senão à sua dignidade.

— O que pensa que esta fazendo? Ainda não sabemos o que querem aqui!

Os cabelos louros contrastavam perfeitamente com os olhos azuis de Cole. Camisa azul clara e calças de um tecido que se assemelhava ao jeans. Os pés eram cobertos por um tênis branco e a única armadura aparente era um peitoral que aparentava ser de bronze. Mas em sua cintura tinha um punhal e os dedos do garoto roçaram o cabo.

Atrás dele, uma garota de cabelos negros e pele azeitonada tomou Seraph entre os braços e retirou o prego, passando sobre a ferida um spray que reconstruiu suas celulas feridas no mesmo instante. Sim, aquele era um kit médico tão efetivo quanto a própria ambrosia conhecida por Rafael e seus asseclas. Isso era demais para suas cabeças?

Não bastasse o acontecido, enquanto Cole mantinha contato visual com vocês uma sensação de formigamento tomou o corpo de todos os presentes. Era um formigamento agradável, que começava na ponta dos dedos e corria um caminho lento para o restante do corpo, mas sem dar ainda indícios do que era. Cole arregalou os olhos enquanto uma semideusa robusta que parecia um mastodonte aproximou-se em fúria:

— O que estão fazendo?!

Entre os semideuses apenas um não sentia nada disso. Kyros. O formigamento, embora eles não saibam, era devido aos poderes que regressavam aos seus recipientes de origem. Contudo, o filho de Vulcano não poderia mais utilizar os poderes do seu progenitor por um simples motivo. Quando Hera foi assassinada, Zeus declarou guerra aos Deuses de outras mitologias e isso se tornou mais grave do que eles podiam imaginar. Todo o poder mágico e todo o foco estratégico eram necessários para que não acabassem sucumbindo aos adversários.

O problema eram as contra partes de alguns dos Olimpianos. Os romanos adoravam uma outra faceta dos Deuses e isso por vezes causava nos mesmos uma confusão mental exacerbada de forma a ser necessária uma decisão mais efetiva. Eles lutaram interiormente até vencerem os seus outros eus. Eles aniquilaram a parte romana de suas personalidades. As sementes de Rômulo e Rêmulo pereceram fácil sem seus poderes já que o vinculo espiritual estava quebrado. Sim, poder é energia e no momento em que o vínculo foi quebrado o fornecimento se esgotou. Assim morreram os romanos. Essa era a sina de Kyros embora o garoto não soubesse disso.

 

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Seraph Zehel ëa Vertrag em Sex Nov 30, 2018 9:45 pm

Paradoxo Temporal
No momento em que a menina avançou pelo arco, mesmo dentro da neblina de dor causada pelo ferimento, meus olhos se cruzaram rapidamente com a forasteira e tudo que pude identificar ali foi preocupação, o que me pegou de surpresa.

Infelizmente o bom ato foi interpretado como um avanço indesejado na direção de um recém ferido, um alvo fácil para uma rápida eliminação. Se tivesse no lugar de Cole provavelmente teria agido da mesma forma ou ainda mais firmemente, considerando o que havíamos vivido outrora.

O spray trouxe consigo tanto a cura quanto os anestésicos, fazendo meus gritos, gemidos e ganidos constrangedores cessarem. Me ergui rapidamente, desvencilhando-me dos braços de minha aliada que tinha me socorrido, agradecendo-a com um comprimento rijo, batendo meu sobretudo negro na esperança de que, junto com a poeira que sobretudo e desprendida da vestimenta, o vento levasse consigo aquela situação embaraçosa, que punha um Tenente da Força Aérea Americana no chão gritando feito uma criançinha de colo.

Eu não podia culpá-los pelo sucedido, era óbvio que o disparo tinha vindo pelas minhas costas. Olhei feio para a origem do disparo, uma das máquinas que havíamos usado durante a restauração, buscando o autor da confusão. Proposital ou não, eu teria uma conversinha com o dito cujo mais tarde. Se o encontrasse próximo ao equipamento simplesmente fencharca minha expressão e gravaria bem o rosto do indivíduo.

- Vocês estão no ano 2230. - Falei, após limpar a garganta algumas vezes para me livrar do embargo constrangedor que insistia em subir garganta acima. A resposta pulou de minha boca simplesmente porque já havia considerado a hipótese louca de viagem no tempo, especialmente por causa das vestimenta ao antiquadas dos forasteiros. - Meu nome é Seraph. - Me apresentei, como uma espécie de oferta de paz. - Cole, vamos ouví-los antes. A garota não estava vindo me atacar, ela estava... - Fiz uma pausa embargada, tentando elaborar as palavras sem parecer realmente tão frágil como aquilo iria soar. - ...Tentando me ajudar. Eu vi em seus olhos compaixão. - Cuspi a palavra como se fosse um copo de leite estragado. Se pudesse teria escovado meus dentes para retirar o gosto ruim que a cena que havia protagonizado tinha deixado em meu orgulho ferido.

Não peguei minha foice do chão, pois já não achava mais necessário. A intenção da garota falava por si só e merecia um voto de confiança.

Dei alguns passos na direção dos forasteiros, com minhas mãos a mostra em sinal de rendição, até parar ao lado de Cole, de forma que minhas palavras tivessem maior peso nos outros, afinal, eu fora a única vítima daquele lugar.
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Katherine Hathaway em Sex Nov 30, 2018 11:43 pm




ALGAE
No momento que o garoto gritou e caiu no chão, Rosie se adiantou para ajudá-lo, ela passou por mim e atravessou a barreira dizendo que estava desarmada e que tinha boas intenções. O garoto loiro do outro grupo tomou à frente do qual havia caído e afastou-a com um tapa em seu ombro, o que a fez recuar alguns passos. Imediatamente, eu peguei-a pela mão e a puxei gentilmente para o meu lado.
— O que pensa que está fazendo? Ainda não sabemos o que querem aqui! - Disse o garoto loiro.
Não sei se ele tentou soar rispidamente, mas para mim não conseguiu. Não pude me segurar no momento e imaginei crianças pequenas emburradas uma com a outra e não querendo fazer as pazes, embora nem com raiva estivessem.
Uma garota do outro grupo se agachou do lado do cara ferido e retirou um spray de algum tipo de kit, aplicando-o em seguida ao ferimento. Os gritos de dor cessaram automaticamente, mas do ponto que eu estava não podia dizer se aquilo era algum tipo de analgésico altamente eficaz ou um tipo muito doido de cura líquida. O cara se levantou parecendo totalmente bem e se prostrou ao lado do companheiro.
Algas... O que diabos?
— Vocês estão no ano 2230. - Disse a pessoa que tinha acabado de ser ferida e andava por aí como se nada tivesse acontecido... - Meu nome é Seraph. Cole, vamos ouvi-los antes. A garota não estava vindo me atacar, ela estava... - Completar a frase parecia muito difícil para ele - Tentando me ajudar. Eu vi em seus olhos compaixão.
Sei que devia prestar atenção em algumas coisas, por exemplo, finalmente alguém tinha sido socializado do outro lado para se apresentar. E segundo, ele parecia querer acalmar o garoto loiro para que este pudesse nos ouvir, embora eu não soubesse muito bem o que dizer. "Então, acho que alguém espirrou e viemos parar na Colina, mas eu estava na praia do Acampamento há, tipo, uns 5 minutos atrás e quem são vocês que invadiram o lugar e mudaram a aparência dele assim, é trote?" Não, aquilo não soava normal nem em pensamentos.
Então a coisa a qual me ative foi a primeira que ele disse, sendo meio que incapaz de me focar em todo o resto. "Como assim 2230? Que tipo de brincadeira era essa? Ok, filhos de Hermes já podem sair de seus esconderijos!" Descrença, fraqueza, falta de ar, estômago revirando, tudo bateu em mim ao mesmo tempo quando ele disse o ano, cambaleei um passo para trás, só não tropeçando porque esbarrei em alguém, acho que devia ser a Rosie, mas não tinha certeza, e me dobrei nos joelhos vomitando pela segunda vez no dia. Eca, aquilo já estava virando um hábito.
Quando tudo pareceu que iria se acalmar, um formigamento perpassou meu corpo, tomando cada célula, mas a sensação não era ruim. Mal pude pensar sobre isso, pois uma garota realmente grande avançou para a frente do grupo e gritou em fúria para nós: — O que estão fazendo?!
Não que eu estivesse em situação boa o bastante para responder qualquer um deles, só queria vomitar de novo. Esperava que alguém lidasse com aquele monte de perguntas sem respostas que, realmente, já estavam incomodando.


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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Rafael L. Maximos em Sab Dez 01, 2018 10:10 am

De volta para o futuro

???
É necessário muito pouco para se começar uma confusão.
Os nossos anfitriões pareceram ignorar minha apresentação, prova de que não seriam nada corteses. Anotado esse ponto, antes de qualquer outra coisa Kyros se soltou e veio de brincadeira comigo, para variar. Sua atitude me fez desviar a atenção das pessoas armadas na minha frente.
Poucos segundos se passaram nesse lapso mas percebi mais alguns rostos conhecidos entre meus colegas. Minha irmã, Dawn, Syd...e Mia, que pareceu não estar muito bem. Enquanto os demais discutiam me movimentar até a filha de Nyx, quando ouvi um som agudo seguido de um grito de dor
Me virei para ver o garoto com a foice ir ao chão. Rosie correu em sua direção para intervir, uma atitude que me preocupou. Felizmente apenas a barraram.
Foi então que senti algo familiar, um formigamento. Não pude deixar de notar a ausência dos meus poderes quando chegamos, mas naquele momento era como se algo semelhante a eles estivesse surgindo. Mas meu alívio durou pouco.
Uma outra semideusa, maior do que qualquer garota que eu já havia conhecido, surgiu berrando entre a multidão. Será que ela nos culpava pelo que havia acontecido com o portador da foice? Preocupado tanto com minha irmã quanto com Mia eu comecei a raciocinar. Mas aí as palavras mágicas saíram da boca do semideus antes ferido, mas que já se recompunha graças aos atendimentos que seus aliados forneceram.
- Vocês estão no ano 2230. - bastou ouvir isso que ignorei todo o resto, sem querer é claro.
- 2230? - indaguei indo para frente do meu grupo, mas tomando cuidado para evitar outra confusão invadindo ainda mais o espaço alheio. Seria possível? Um salto de quase 200 anos no futuro sem a ordem de Chronos seria praticamente impossível, mas algo tão precário explicaria o estado em que todos chegamos - Se isso for realmente verdade então vocês provavelmente vão nos achar malucos. Somos de outra época. Algo nos trouxe até aqui. Vivemos nesse mesmo acampamento 200 anos atrás.
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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Kyros A. Weisen em Dom Dez 02, 2018 12:00 pm

Amigo ou inimigo?
Último Romano


— Me corrija se eu estiver errado, Rafael. — Chamou a atenção do outro enquanto olhava para Mia, se aproximando devagar dela. Girou o indicador, olhando rapidamente pro amigo num "Enrola eles ai". Precisava verificar a condição da garota, por mais que não fosse nenhum médico. — Mas da última vez que nos vimos estávamos mais… maduros, não?

Ele voltara a parecer ter seus 18, 20 anos, até mesmo o olhar do filho de Macária parecia menos cansado do que o normal. E pelo que tinha visto de Rosie e Mia ele podia deduzir que também havia sido afetado. Coçou o queixo dando mais um passinho pra perto de Mia, estavam duzentos anos no futuro e 10 anos mais jovens. Tentou se recordar de como tinham parado ali, mas não podia.

— Dawn.— a chamou bem baixo, já bem próximo de Mia. Passado o choque inicial com aquela palhaçada toda e vendo o mastodonte feminino se aproximar ele optara por ser mais cuidadoso. — Me ajuda aqui. — E enquanto se abaixava perto da garota ferida botava a cabeça pra trabalhar. Duzentos anos tinham se passado desde que ele tinha deixado o Acampamento Júpiter, e quando o fizera ainda havia uma certa hostilidade entre os dois acampamentos, mas não uma guerra total. Ver, então, semideuses tão desconfiados uns com os outros o fez pensar...

"Melhor não falar nada." — O que faria se estivessem em guerra com os Romanos?


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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Darius H. Meridius em Dom Dez 02, 2018 2:10 pm

Blood and Chocolatte
Aos poucos o local onde outrora vigorava uma base sucateada voltava a se tornar um lar para os semideuses. Desde cedo, Darius era ciente de sua linhagem divina mas até aquele ponto jamais achou que um dia isso poderia influenciar sua vida. Agora, comandando o projeto de reconstrução, estava rodeado de pessoas iguais a ele, com objetivo de se prepararem para o que estava por vir.

Hermes fora sucinto e direto, logo eles teriam muito problema. A origem desses problemas não foi explicada, segundo o mensageiro isso ficaria para uma outra hora, mas desde aquele dia todos os presentes não pararam sequer um dia. No momento em que a explosão aconteceu, o semideus estava amolando um dos seus punhais. Costuma carregar três, dois alocados à cintura direita e outro em um suporte sobre o tórax. Como um bom filho de Érebos, vestia o negro e estava satisfeito dessa forma.

— Algo esta errado!

A filha de Ares, Norgilda, avançou para a Entrada do Acampamento a passos largos já que Cole e o restante do povo estava naquela região, se houvesse problemas precisariam de ajuda. Ao contrario da companheira, o homem cobriu o espaço do paiol até a entrada de forma controlada e calma. Uma das mãos ficou dentro do bolso enquanto os olhos claros vasculhavam a paisagem buscando algo anormal antes que chegasse enfim a encontrar o grupo.

"Que diabos."

— Vocês não são malucos, isso é mais do que aceitável na realidade em que vivemos. — Sim, Darius falou com Rafael antes mesmo que Cole e Seraph o pudessem fazer. Havia saído da escuridão, silencioso como sempre era, deixando que o único brilho presente além dos seus claros olhos fosse o das lâminas evidentemente afiadas que o acompanhava.

O semideus ergueu o dedo indicador para Rafael, mostrando que o escolhera para uma conversa e questionou ao se aproximar: — Podem provar o que dizem com coisas alem dessas roupas esfarrapadas?

Sim, Cole era um dos líderes do acampamento, logo abaixo de Seraph, mas Darius não se importava. Sua curiosidade era maior do que a sua cautela e a confusão que acontecera anteriormente não fora presenciada por ele que chegou apenas no momento em que o filho de Macária relatou ser de outro tempo. Os olhos azuis fixaram-se no outro à espera da resposta.


As pessoas que foram citadas ao longo do texto são: Rafael. L. Maximus

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Darius H. Meridius

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Dawn Rimmer em Dom Dez 02, 2018 8:36 pm


Perdida no Tempo



O meu grito de cuidado não pareceu surtir muito efeito, com o rapaz portador da foice sendo atingido pelo tiro de qualquer forma. Rosie tentou se aproximar dele para ajudar, mostrando-se desarmada, mas os outros semideuses presentes não pareceram gostar muito do movimento dela. Mesmo assim, o garoto ferido interveio, fazendo um anúncio um tanto quanto inesperado para mim.

- Vocês estão no ano 2230.

Após ouvir isso, eu não prestei atenção em mais nada do que ele disse. Isso porque minha cabeça começou a rodar imediatamente, eu não sabia como processar todas aquelas informações ainda. Respirei fundo e tentei deixar aquilo de lado por hora ou correria o risco de me tornar um fardo para o meu grupo. Notei Kyros se aproximando de Mia, que estava aparentemente sem consciência.

-Dawn. Me ajuda aqui.


Fiz sinal de positivo com a cabeça para o filho de Hefesto, me aproximando silenciosamente. Olhei ao redor e procurei algo que pudesse ajudar-nos a estabilizar o quadro clínico de Mia, ela parecia perder cada vez mais sangue e essa perda deveria ser controlada o quanto antes ou as coisas poderiam ganhar um tom ainda mais dramático. Retirei o casaco que estava usando enquanto me agachava ao lado de Mia, analisando seus ferimentos com mais atenção.

-Deixa eu ver… - falei para mim mesma.

Tinha um corte feio no rosto da semideusa, porém superficial, por isso a ferida em sua barriga que realmente me preocupava no momento. Tomando todo o cuidado para manejar o corpo de Mia e após constatar que ela não havia quebrado nenhum osso ou perfurado nenhum órgão, envolvi meu casaco na região abdominal da mesma, utilizando-o de compressa para controlar o sangramento.

Logo após ele ter sido estabilizado, voltei a examiná-la na cabeça, checando se existiam sinais de concussão ou algum ferimento mais grave causado pelo impacto da queda. Não aparentava nada nesse sentido inicialmente, mas ela precisaria de mais algum tempo em observação, afinal, ela estava anêmica devido a perda grave de sangue.

-Kyros, ela parece não ter sido atingida em nenhum órgão ou quebrado nada, mas perdeu muito sangue. - informei, ainda olhando para a garota. - Vamos precisar ficar atentos para caso ela volte a sangrar com mais intensidade ou coisa pior.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Wendy R. Wittelsbach em Dom Dez 02, 2018 10:14 pm

Starlight
Don't you belive impossible things?

Muita coisa aconteceu ao redor da morena, mais do que sua mente confusa conseguia acompanhar, seu mundo ainda girava graças ao baque sofrido momentos antes. Com uma nova olhada ao redor, tentando se localizar, viu que havia uma pessoa desmaiada no chão pouco atras do grupo, o sangue cobrindo boa parte de seu rosto, mas o liquido viscoso não vou suficiente para esconder a identidade da pessoa, sendo ela Mia, uma semideusa que a garota conhecia de vista. O primeiro instinto de Wendy foi correr até a ferida, mas um alerta fez com que ela estancasse no lugar, e o grito dado por alguém do outro grupo fez com que o corpo dela girasse na direção do som.

Encontrou o rapaz que havia se pronunciado a pouco caído sobre seus joelhos, uma careta de dor estampada em seu rosto, a filha de Hécate não entendeu como aconteceu, seus amigos estavam desarmados, assim como ela, mas o outro fora ferido de algum jeito, o que a deixou indecisa sobre quem ajudar, diferente de Rosie, que mais que depressa, tentou se aproximar o homem ferido. Obviamente, sua aproximação não fora vista com bons olhos, e a filha de Macária foi barrada por um garoto do outro grupo. Prontamente, Wendy deu alguns passos, ficando ao lado de Rosie, assim como Katherine. - Estamos quites, também não sabemos o que estamos fazendo aqui. - A fala veio acompanhada de uma virada de olho.  

Novos acontecimentos vieram a tona, o rapaz ferido foi curado com um sprey, apos a retirada do prego, que sabe-se lá deuses da onde saiu, Kyros se encarregou de cuidar de Mia, junto da Dawn, e uma nova semideusa se aproximou, vindo de dentro do acampamento. Wendy não deu atenção a esse fato, não quando um formigamento começou a tomar conta de seu corpo, tendo inicio em seus pés, tomando conta de todo o resto em segundos. Magia. Era algo que sentia quando fazia feitiços que exigem mais dela. Não havia percebido, até então, que havia perdido seus poderes, agora restaurados.

Com toda certeza do mundo, o dia normal que Wendy tanto desejara realmente havia ido para o espaço. Prova disso foi a fala de Seraph, o semideus ferido que agora estava curado. Havia se passado mais de 200 anos! Por todos os deuses, confusa já não era uma palava suficiente para descrever a prole de Hécate. Se sentia enjoada, mas não chegou a vomitar como Katherine. Fechou os olhos por alguns instantes, tentando não surtar, respirou fundo, e contou até 10, ouvindo Rafael explicar a situação para os semideuses do futuro. Uma risada nervosa escapou da morena quando um recém-chegado do outro grupo disse que a situação era aceitável.

A desconfiança do outro grupo já estava irritando a morena, seus amigos, assim como ela, estavam machucados, visivelmente desarmados, e havia uma garota desmaiada, com uma possível contusão. - Por Zeus, estamos com cara de quem poderia fazer algo contra vocês? - A voz de Wendy subiu alguns oitavos, exibindo sua indignação. - Não somos idiotas de atacar um acampamento cheio de semideuses, estando desarmados! - Outra revirada de olhos, acompanhada de uma bufada. Lembrando da atitude de Kyros, momentos atrás, remendou: - Tudo bem, somos idiotas, mas não suicidas!

Wendy Wittelsbache está com varias pessoas, na Entrada do Acampamento Meio-Sangue. A tarde está densa, e ela está confusa.

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

Mensagem por Rosie S. Máximos em Seg Dez 03, 2018 1:57 am

Futuro?

Saltamos mais de 200 anos no tempo?
O Futuro é Imprevisivél para todos, mesmo para os que veem, ele ainda continuará sendo Imprevisivel.
Dei dois passos um pouco atrapalhado para trás com o leve empurrão no ombro que o responsável do acampamento havia me dado. Kath logo ficou ao meu lado, embora um pouco mais a frente - Como uma irmã que protege o caçula - e a minha vontade foi de abraçar ela bem apertado e agradecer por um gesto tão significativo; assim como sua amiga, Wendy - que ficou ao meu lado. Suspirei de alivio, e, ao ver o rapaz ser tratato, fiquei impressionada com a agilidade do medicamento que colocaram nele - o qual eu  mal consegui registrar o nome após a informação: “Vocês estão no ano de 2230.”. Então eu nao estava errada. Um salto no tempo nessa proporção significava que algo estava muito, muito errado... ou ruim... e certamente muito mais perigoso. Mesmo que minha mente trabalhasse para processar possibilidades, causas, e afins; não deixou de notar a forma amarga e desgostosa que o Seraph falou a palavra compaixão.Olhei para aquele homem grande e forte, bem maior do que eu, e, fiquei triste pela forma como aquelas pessoas eram. Não pareciam ser pessoas que aceitavam derrotas, fraquezas e sentimentos; não pareciam serem hospitaleiros e recepcionistas como era o nosso, o meu, acampamento meio-sangue, onde cresci. Mesmo assim, sorri levemente com os labios e o agradeci com o olhar, e com um quase imperceptível aceno de cabeça,  por ter nos deixado falar. Esperava que a mensagem fosse recebida.

Kathe se chocou contra mim ao ouvir o ano em quê estávamos, segurei ela pelos seus braços mas não adiantou muito, pois seu corpo logo estava curvado e ela, mais uma vez, colocava todo conteúdo estomacal para fora. A diferença que dessa vez ela parecia estar bem mal. Curvei-me um pouco, apoiando meu braço de forma leve abaixo do busto dela, para que ela não caísse. Não me importava que as roupas que eu estava ficassem sujas, a saude dela era mais importante. Passei a mão pelos seus cabelos, provavelmente ela estaria sentindo algum tipo de síndrome de viagem no tempo, afinal suas moléculas provavelmente foram separadas e unidas e, embora com total perfeição, poderia haver efeitos colaterais para quem não era senhor do tempo, ou talvez alguma fraqueza.

- Vai passar, Kath. Só se acalme um pouco... estamos juntos. Estamos juntos e vamos resolver isso juntos....- falei baixo enquanto segurava alguns fios de seu cabelo, esperando que ela terminasse. Rafael, meu irmão gêmeo, tomou a dianteira e falou de onde viemos e isso me trouxe imagens e lembranças e senti um aquecer no coração e muita saudades.

Após isso, Kyros e Dawn foram ajudar a Mia, que estava muito mal e um campista do outro grupo, perguntou ao meu irmão como que poderiamos provar que éramos realmente do passado. Minha vontade era responder de forma rapida, grossa e objetiva : “Talvez você não tenha visto, mas caímos aqui em uma explosão, provavelmente derivada de um portal e seus amigos sabem que nao tinhamos como aparecer aqui em um piscar de olhos.”; mas me contive, afinal eles não receberam bem a minha ação de ajudar, quanto mais a minha grosseria?! Mas graças aos céus, uma dos nossos, Wendy, a que estava ao meu lado junto com Kath,  falou. Não no melhor tom, mas certamente o que eles precisavam entender e perceber.

Aparentemente Kath estava melhorando, então ajudei ela a sustentar o peso do corpo usando a mim como um apoio e olhei rapidamente para a Dawn e o Kyros, que cuidavam da Mia, fazendo com que provavelmente, por enquanto, sua ferida estivesse controlada.

Legenda: Narração - Minhas Falas - Falas de Outros
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Última edição por Rosie S. Máximos em Seg Dez 03, 2018 12:25 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [Entrada] Aqueles que a nós vieram. pt I

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